O senador Cleitinho Azevedo
(Republicanos) anunciou que não vai disputar o governo de Minas Gerais. Após
semanas de indecisão, o parlamentar afirmou que está passando por problemas
pessoais que impossibilitam a aventura eleitoral. O irmão caçula de Cleitinho,
Matheus Azevedo, morreu há poucos dias; e ele disse que precisa cuidar de si e
da sua família.
“Pedir perdão. O momento não está
fácil para mim e pra minha família, não adianta entrar numa campanha do jeito
que eu estou. Não adianta querer cuidar de vocês, se eu não estou cuidando de
mim e da minha família”, disse Cleitinho, aos prantos.
O senador lidera em todos os
cenários de primeiro e segundo turnos nas pesquisas de intenção de voto para o
governo de Minas.
Azevedo esteve reunido desde as
10h desta segunda-feira (3/8) com o presidente nacional do partido, o deputado
federal Marcos Pereira (Republicanos-SP), em Brasília, para conversar sobre
retomar a candidatura, já que a direção nacional já havia informado a decisão
de que ele não concorreria mais ao cargo.
Ao longo das últimas semanas, o
senador mudou de ideias em diversas oportunidades. Uma fonte afirmou que, um
dia após a convenção do Republicanos, Cleitinho teria pedido a aliados que
informassem às lideranças do Partido Liberal (PL) e do Republicanos que ele
havia decidido não se candidatar mais, devido às questões familiares. Contudo,
assim que a legenda emitiu uma nota, na última segunda-feira (27/7), afirmando
que havia decidido não lançar a candidatura, o parlamentar mudou de ideia e
voltou a querer concorrer.
A mudança de tom fez com que
vários aliados, incluindo pessoas do PL mineiro, atuassem para que Marcos
Pereira o recebesse para discutir o assunto. Durante o fim de semana, aliados
do senador e pessoas ligadas ao Republicanos em São Paulo davam como certo um
recuo na decisão do partido em não lançar o Cleitinho na disputa, já que, além
de liderar as pesquisas, o senador é visto como um puxador de votos.
Participaram do encontro, o
ex-secretário de governo de Minas Gerais Marcelo Aro (PP), nome favorito para a
disputa, agora que Cleitinho já não vai mais participar do pleito; o presidente
do diretório estadual, o deputado federal Euclydes Pettersen; o ex-prefeito de
Patos de Minas Luiz Eduardo Falcão (Republicanos); e os deputados estaduais Lud
Falcão (Republicanos) e Carlos Henrique (Republicanos).
Marcelo Aro deve substituir
Com a decisão, o Partido Liberal,
o Republicanos e a federação União Progressistas devem apoiar Aro, que já vinha
articulando junto aos diretórios nacionais o lançamento da sua candidatura ao
governo de Minas, desde que Cleitinho Azevedo não disputasse. Sem o senador, a
tendência é de que o ex-secretário seja anunciado como candidato ao governo de
Minas em breve.
Marcelo Aro, que era
pré-candidato ao Senado, mudou de estratégia após ter um tensionamento com o
PSD, depois de tentar fazer com que o partido não lançasse o senador Carlos
Viana à reeleição, por receio de que pudesse afetar negativamente a sua
campanha. O que não foi bem-aceito internamente pelos pessedistas.
Assim, Aro trabalhou para se cotar como nome ao Palácio Tiradentes, em articulação envolvendo as direções nacionais.
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