* Moro nomeia ‘mãe da Lava Jato’ para órgão que detectou transações de Queiroz.

A nomeação de Érika Marena como conselheira no Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) indica que o órgão passará por mudanças, de acordo com tributaristas que conhecem a autarquia.

Marena, ex-delegada da Polícia Federal e apelidada de “mãe” da Operação Lava Jato, foi nomeada pelo ministro Sérgio Moro para ocupar o posto que foi de Camila Colares Bezerra, da Controladoria-Geral da União.

Foi Marena também que solicitou a prisão de Luiz Carlos Cancellier, ex-reitor da Universidade Federal de Santa Catarina que se matou em 2017.

O Coaf foi o órgão que detectou movimentação bancária atípica de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) em seu mandato como deputado estadual.

A ex-delegada é chefe de um departamento do Ministério da Justiça. Tem “experiência reconhecida na recuperação de ativos e investigação de crimes financeiros”, segundo a pasta.

Marena é tecnicamente qualificada para o cargo, segundo os advogados, mas o fato de ser oriunda da Polícia Federal sinaliza que o órgão poderá virar um braço na polícia, nas palavras de um criminalista de um grande escritório.

O Coaf não precisa de autorização judicial para analisar movimentação financeira. Até o governo Temer, era vinculado à Fazenda.

A possibilidade de o órgão passar a investigar pode diminuir sua capacidade para produzir relatórios de inteligência, segundo uma tributarista.
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Folhapress
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