O desembargador Antônio Amado, do Tribunal de Justiça do Rio de
Janeiro, suspendeu as quebras de sigilos bancário e fiscal da empresa
MCA Exportação e Participações e um de seus sócios, alvos da
investigação que envolve o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).
A liminar foi concedida na sexta-feira (14) na análise do mandado de
segurança apresentado pela firma e por Marcelo Cattaneo Adorno, um de
seus sócios. Os termos da decisão são mantidos sob sigilo. O mérito do
caso ainda será apreciado pela 3ª Câmara Criminal.
Em novembro de 2010, a MCA adquiriu de Flávio Bolsonaro 12 salas
comerciais em construção 45 dias depois do senador ter firmado escritura
para obter os direitos sobre sete desses imóveis. Na operação, o filho
do presidente Jair Bolsonaro lucrou R$ 504 mil, segundo o Ministério
Público.
A MCA tem como um de seus sócios a Listel, empresa com sede no
Panamá. As condições das transações e o envolvimento de uma offshore
sediado num paraíso fiscal dão indícios, para o Ministério Público, da
prática de lavagem de dinheiro.
O juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal, havia autorizado as
quebras dos sigilos da empresa e seus sócios, bem como de outros 21
investigados que realizaram compra ou venda de imóveis do senador. Há
suspeitas semelhantes sobre outras duas operações imobiliárias, todas
elas reveladas pela Folha em janeiro de 2018.
O senador nega as suspeitas e afirma se tratar de operações imobiliárias legais.
PIZZA...
Folhapress
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