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* Ligação para namorada revelou que Tatu e Martelo pretendiam deixar o Brasil.

 Uma ligação telefônica entre um dos fugitivos da penitenciária federal de Mossoró (RN) e a suposta namorada, interceptada pela Polícia Federal (PF), auxiliou o trabalho das autoridades para capturar a dupla na última semana, em Marabá (PA). Na conversa, divulgada pelo Fantástico desse domingo (7), Rogério da Silva Mendonça, de 33 anos, dá detalhes sobre os 50 dias de fuga. 

Com autorização da Justiça, a corporação monitorava chamadas dos procurados. Em uma delas, Rogério afirma que o contato é seguro: "Fica tranquila que tem uma pessoa ali que vê se tá rastreado [a ligação]".

Na gravação, o homem revela que os dois quase foram capturados pelo cerco de agentes de segurança.

O criminoso tranquiliza a suposta companheira ao relatar que está bem. "Tô bem, graças a Deus. Cheio de saúde, força, liberdade, pegando um 'ventozão' aqui. Tá ótimo demais. Pensava que nunca mais ia viver isso", diz. 

No diálogo, Rogério se mostra confiante sobre o sucesso da fuga e revela planos de casamento com a mulher. "Vamos se casar, hein? Quero te ver pessoalmente, te abraçar. Pra confortar um pouco da saudade que tenho de ti".

Antes do fim do telefonema, o homem detalha a localização da dupla de fugitivos e os próximos destinos. 

Segundo a reportagem, o arquipélago mencionado pelo criminoso seria a Ilha de Mosqueiro (PA). As investigações indicam que, antes de chegar ao local, eles viajaram de barco, por cerca de seis dias, de Icapuí (CE) até o litoral paraense, após permanecer cerca de 30 dias no Rio Grande do Norte. A teoria das autoridades é que o objetivo deles era chegar à Bolívia. 

Então, a conversa é interrompida devido à chegada de comparsas da dupla. "Tão chegando aqui. Os camaradas tão chegando aqui para buscar nós", diz antes de encerrar a chamada.

Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento, e outros quatro homens que estavam em Belém, foram capturados na última quinta, em Marabá (PA), quando se deslocavam de carro. Segundo o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, eles "estavam num comboio do crime". 

Tatu e Martelo.

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