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* Exploração de ouro impulsiona exportações e movimenta US$ 91 milhões no RN.

Com o início da exploração comercial, o ouro ganhou protagonismo na pauta de exportações do Rio Grande do Norte e já figura entre os principais produtos vendidos pelo estado ao exterior. Em 2025, as exportações potiguares totalizaram US$ 1,08 bilhão, com forte impacto do grupo “pedras e metais preciosos e semipreciosos”, que cresceu 1.688% em relação a 2024, saltando de cerca de US$ 5,4 milhões para US$ 96,5 milhões em vendas.

Dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do RN (Sedec) mostram que, apenas no ano passado, as exportações de ouro em formas brutas para uso não monetário somaram US$ 91,2 milhões. O valor corresponde a 94% de todo o volume registrado pelo grupo de pedras e metais preciosos e semipreciosos. Com esse desempenho, o mineral liderou o segmento e alcançou a quarta posição no ranking geral de exportações do estado, respondendo por 8,4% das vendas totais, segundo o Observatório Mais RN, da Federação das Indústrias do Estado.

O coordenador de Desenvolvimento Mineral da Sedec, Paulo Morais, atribui os resultados ao início das operações do Projeto Aura Borborema, em Currais Novos, em junho do ano passado. Ele destaca que os números são expressivos, considerando o curto período de exploração. “O ano passado foi praticamente um ramp-up do projeto, que só atingiu a fase comercial, de fato, por volta de outubro, a três meses do final de 2025. Então, esses números são muito relevantes”, avalia.

Atualmente, o projeto é o único de extração de ouro em operação no Rio Grande do Norte. A empresa responsável, a Aura Minerals, não comentou os dados. Segundo Morais, os números oficiais da produção aurífera do estado devem ser divulgados em março. A expectativa é de que, em 2026, a mina opere em plena capacidade, com produção estimada em 83 mil onças de ouro por ano.

Com esse avanço, a Sedec projeta um crescimento ainda mais forte das exportações já neste ano. “O potencial é ficar muito perto do principal item de exportação do estado atualmente, que é o petróleo”, analisa Morais.

Para o presidente do Sindicato da Indústria da Extração de Materiais Básicos de Minerais Não-Metálicos do RN (Sindiminerais), Mário Tavares, a liderança absoluta do petróleo deve ser mantida no curto prazo, devido à alta demanda mundial. Ainda assim, ele acredita em um salto significativo na produção de ouro. “A produção deverá aumentar bastante, com foco tanto na qualidade quanto na quantidade”, afirma, sem estimar números.

O professor e geólogo Alexandre Rocha também pondera que é difícil prever se o ouro liderará a pauta de exportações do estado, mas ressalta o grande potencial da atividade, impulsionado pela valorização do metal no mercado internacional. “Há dois anos, a onça custava US$ 1,5 mil. Hoje, está em torno de US$ 5 mil, e a tendência é chegar a US$ 7 mil”, explica. Segundo ele, o cenário é influenciado pela corrida de países como Rússia e China para ampliar reservas de ouro, o que pode beneficiar a extração local. “Com isso, a Aura deverá dobrar a produção em dois anos”, estima.  Tribuna do Norte

Importante.

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