A governadora do Rio Grande do
Norte, Fátima Bezerra, tornou público que sua candidatura ao Senado em 2026 já
está alinhada às diretrizes nacionais do Partido dos Trabalhadores (PT). A
declaração foi feita ao jornal O Globo.
Segundo o levantamento do jornal,
dois terços dos 18 governadores que não podem buscar reeleição neste ano
consideram disputar uma das 54 vagas abertas no Senado. Nesse grupo, Fátima
aparece como uma das candidaturas mais avançadas, com costuras políticas já
definidas e respaldo direto da executiva nacional do PT.
“A minha candidatura ao Senado
está dentro das prioridades do PT nacional. Sei da importância da disputa
congressual neste ano para a democracia”, afirmou a governadora.
A governadora também é vista como
peça-chave para fortalecer a representação do Nordeste no Congresso.
Outros governadores também
confirmaram interesse em concorrer ao Senado, como João Azevêdo, na Paraíba, e
Helder Barbalho, no Pará. Porém, no campo progressista, a articulação de Fátima
se destaca pela antecipação e pela clareza política, especialmente em um
cenário de disputa acirrada com setores da direita, que também movimentam
candidaturas competitivas.
Cientistas políticos consultados
pelo O Globo apontam que o aumento do interesse de governadores pelo Senado
está ligado à combinação de visibilidade, capacidade de influência e proteção
institucional oferecida pelo cargo. O fortalecimento do papel da Casa nos
últimos anos também contribui para que ela deixe de ser vista como “fim de
carreira” e passe a representar um espaço de poder duradouro.
Com prazo de
desincompatibilização até abril, Fátima já sinaliza ter o apoio necessário para
entrar na disputa em condição favorável, levando o Rio Grande do Norte a ocupar
lugar de destaque na reconfiguração do Senado em 2026.
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