A Polícia Civil cumpriu, na manhã
desta segunda-feira, 26, três mandados de busca e apreensão em endereços
ligados a investigados por maus-tratos e coação no processo que apura a morte
do cão comunitário Orelha, agredido na Praia Brava, em Florianópolis/SC.
Considerado um “mascote” da
praia, Orelha era um cão de cerca de 10 anos, conhecido por moradores e
frequentadores da região e morreu após ser encontrado com ferimentos graves por
agressão. O caso gerou grande comoção e mobilização por justiça.
Além dos locais relacionados
diretamente ao caso de maus-tratos, os mandados também foram executados em
endereços vinculados a adultos investigados por possível coação durante o
andamento das apurações. Os nomes dos investigados não foram divulgados.
Segundo o G1, durante a operação,
celulares e outros dispositivos eletrônicos foram apreendidos e o material será
submetido a análise. Ainda nesta segunda-feira, pessoas estão sendo ouvidas no
curso da investigação.
Mascote local
Orelha era conhecido por
moradores e frequentadores da Praia Brava. Ele teria sido encontrado em estado
grave após ficar desaparecido por alguns dias. Segundo relatos, uma das pessoas
que cuidavam do animal o localizou durante uma caminhada, caído e agonizando.
O cachorro foi levado a uma
clínica veterinária, mas, devido à gravidade dos ferimentos, precisou passar
por eutanásia.
A Praia Brava mantém três
casinhas destinadas aos cães que se tornaram mascotes da região. Orelha era um
deles e recebia cuidados da comunidade.
Em nota divulgada na sexta-feira,
17, a Associação de Moradores da Praia Brava destacou o vínculo afetivo criado
ao longo dos anos e classificou Orelha como um símbolo da convivência e do
cuidado com os animais que vivem no local.
Mobilização por justiça
A morte do cão gerou comoção e
mobilização pública na região. Desde então, moradores, protetores
independentes, ONGs e institutos ligados à causa animal têm se manifestado
pedindo responsabilização.
No sábado, 17, foi realizada uma
primeira mobilização na Praia Brava. No último sábado, 24, um novo protesto
reuniu dezenas de pessoas, com caminhada, cartazes e uma oração em homenagem ao
animal. Nas redes sociais, a campanha ganhou força com imagens de apoiadores
segurando placas com a hashtag #JustiçaPorOrelha.
O caso também repercutiu no meio
artístico.
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