O número de mortos na Venezuela
após o bombardeio realizado pelos Estados Unidos na madrugada deste sábado (3)
pode ter chegado a 80, segundo apuração do jornal The New York Times. A
informação ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades venezuelanas.
Em atualização anterior, o
próprio jornal havia informado 40 vítimas.
De acordo com a reportagem,
fontes ligadas ao regime chavista, que falaram sob anonimato, relataram que
entre os mortos há civis e integrantes das forças de segurança. Um funcionário
do alto escalão do governo venezuelano afirmou ao jornal norte-americano que
o número de vítimas pode aumentar nos próximos dias, à medida que
os impactos da ofensiva forem totalmente contabilizados.
Durante a ação militar, o
presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram
capturados pelas forças norte-americanas. A ofensiva foi confirmada
publicamente pelo governo dos Estados Unidos ao longo do sábado.
Ainda neste sábado, a
procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, informou que Maduro e Cilia
Flores foram indiciados pela Justiça norte-americana. As
acusações incluem conspiração para narcoterrorismo, importação de cocaína,
posse de metralhadoras e artefatos destrutivos, além de conspiração
para uso desses armamentos contra os Estados Unidos. A declaração foi publicada
pela procuradora-geral na rede social X.
Delcy Rodríguez assume
interinamente
Com a retirada forçada de Maduro
do poder, o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela determinou
que a vice-presidente Delcy Rodríguez assuma de forma interina o comando do
país. A decisão judicial, divulgada no sábado (03), estabelece que a
medida visa garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da
Nação.
Segundo o tribunal, será definido
um “quadro jurídico aplicável para assegurar a continuidade do Estado,
a administração do governo e a defesa da soberania face à ausência forçada do
Presidente da República”.
A escalada do conflito e a captura de Maduro aprofundam a crise política e institucional na Venezuela e ampliam a tensão diplomática na América Latina, enquanto o cenário interno do país segue marcado por incertezas e instabilidade.
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