Á pedido: A Prefeitura de Macau mais uma
vez chama atenção não por obras concretas, mas por uma encenação administrativa
que beira o desrespeito à inteligência da população. A cobertura do antigo
teatro do Complexo João Penha foi retirada e, de forma estratégica, instalada
no pórtico da entrada da Praia de Camapum durante o período de Ano Novo. A
intenção era clara: passar para quem entrava na cidade a falsa impressão de que
a gestão estava promovendo uma grande reforma.
Passada a temporada festiva, o
cenário começa a ruir — literalmente. A cobertura que antes pertencia ao teatro
e foi reaproveitada no pórtico agora esta sendo novamente retirada, desta vez
para “servirem” a outro local ainda indefinido. Ou seja, o que era apresentado
como reforma nada mais foi do que uma maquiagem urbana, um jogo de aparência
para enganar moradores e visitantes.
Em vez de planejamento, obras
definitivas e respeito ao patrimônio público, o que se vê é improviso,
reaproveitamento sem transparência e uma gestão que parece mais preocupada em
criar ilusão do que em resolver problemas reais da cidade. Não se admire se,
nos próximos dias, essa mesma cobertura reaparecer em outro ponto de Macau, com
nova “roupagem”, sendo vendida como mais uma ação da prefeitura.
Fica a pergunta que ecoa nas
ruas: será que essa cobertura vai parar na quadra da Praça das Mães, para o
Campeonato de Blocos? Em Macau, tudo é possível quando a prioridade não é
governar, mas parecer que está governando.
A população não precisa de
cenários montados, nem de obras itinerantes. Precisa de respeito, planejamento
e compromisso com o dinheiro público. Até quando Macau continuará assistindo a
esse teatro — agora sem cobertura? Focoelho
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