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* 'Roubei mais de 100 bancos e não tenho onde morar', diz assaltante Pedro Rocha.

Foi em 27 de abril de 2025, aos 67 anos, que Pedro Rocha Filho, o Coroa, um dos mais temidos assaltantes de bancos do Nordeste, entrou pela primeira vez na agência do Banco do Brasil em Apodi, município de 37.900 habitantes encravado no sertão do Rio Grande do Norte, para não roubar.

Em outras dezenas de vezes entrou no mesmo lugar como líder de quadrilha. Fazia reféns, apavorava e fugia com malotes de dinheiro. Agiu assim em diversas agências do Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba e Pernambuco. Roubou mais de 100 bancos. Mesmo assim continuou pobre.

"De que adiantou assaltar bancos, carros-fortes, ter muito dinheiro e mulheres: hoje estou aqui, liso, sem ter onde morar, sem uma companheira. Não valeu a pena".

Os relatos de Coroa constam no livro "Pedro Rocha - A história de um dos mais temidos assaltantes de bancos do Nordeste", de autoria do jornalista, escritor e policial penal Márcio Moraes, lançado recentemente pela Editora Unilivreira.

Crime não compensou

Os crimes praticados por Coroa não compensaram e lhe renderam uma condenação total de 131 anos e oito meses de prisão. O assaltante cumpriu 26 anos, oito meses e cinco dias da pena e foi beneficiado com a prisão domiciliar em 15 de setembro de 2021.

Coroa foi preso pela primeira vez em 7 de dezembro de 1988 e a última, pela Polícia Federal, em 2002, em Alagoas. Os roubos cinematográficos comandados pelo assaltante foram manchete.

"Quando ele entrou na agência do Banco do Brasil em Apodi ele se emocionou, olhou para mim com os olhos cheios de lágrimas e disse: é a primeira vez que eu entro numa agência bancária como cidadão. Aqui eu entrei várias vezes para roubar", contou Márcio Moraes.

Quando Pedro Rocha acabou preso pela última vez, foi transferido para a Penitenciária Mário Negócio, em Mossoró (RN), onde o escritor Márcio Moraes era o diretor-geral da unidade prisional. Uol

Crime.

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