O RN entra em alerta às vésperas
do Carnaval. A Sesap avisou: peixes contaminados por ciguatoxina estão
circulando e podem causar intoxicação grave. A ciguatera, nome da doença, já
deixou dezenas de potiguares doentes nos últimos anos e continua ameaçando
mesas e restaurantes do litoral.
A toxina se concentra
principalmente na cabeça, vísceras e ovas dos peixes e não é eliminada nem
cozinhando, congelando ou defumando. Invisível, sem cheiro e sem gosto, o
veneno provoca dor abdominal, vômitos, diarreia, cãibras, coceira e até
problemas na visão. Os sintomas podem surgir em 30 minutos e durar semanas.
Entre 2022 e 2025, o RN registrou
77 casos de intoxicação alimentar por ciguatera, incluindo surtos confirmados e
outros ainda em investigação.
Peixes como bicuda, arabaiana,
dourado, cioba e guarajuba são os mais perigosos. Só em janeiro, Touros
registrou cerca de 30 casos após consumo de cavala, bicuda e arabaiana em um
restaurante local.
Não existe antídoto. A Sesap
orienta: ao primeiro sinal de intoxicação, procure imediatamente um serviço de
saúde, informe o peixe consumido e, se possível, guarde sobras congeladas para
análise.
Evite peixes de procedência
duvidosa e use os canais oficiais de orientação: CIATOX-RN 0800 281 7005 ou
WhatsApp (84) 98883-9155, com plantão 24 horas.
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