O servidor da Câmara Municipal de
Almino Afonso, Douglas Rebouças da Silva Cavalcante, de apenas 20 anos, foi
morto com um tiro nas costas no trevo de acesso à cidade de Lucrécia-RN, no
início da madrugada deste sábado, 10, deixando a família e os amigos
revoltados.
A revolta da família é maior
porque o tiro teria sido disparado por policiais civis que estariam
descaracterizados fazendo a blitz no trevo. Na manhã deste sábado, os
familiares e amigos estavam preparando uma forma de protestar, pedindo por
justiça.
Às testemunhas narraram que
Douglas e o primo (adolescente de 15 anos), estavam retornando numa motocicleta
da cidade de Lucrécia para a comunidade de Exu, onde moram, na divisa com o
território do município de Almino Afonso-RN.
Logo a frente, trafegava em outra
motocicleta um amigo dos dois, chamado Felipe. “Tinha duas blitzs, uma na
reciclagem da PM (que fica perto desse local), onde todos foram liberados pelo
comandante da PM de Lucrécia, Waldemar, por conhecer Douglas, o adolescente e
Felipe”.
“Um pouco mais adiante, no
triângulo que liga Lucrécia, Frutuoso Gomes e Almino Afonso, havia outra blitz,
esta da polícia Civil. Os três foram surpreendidos por uma blitz da polícia
Cível praticamente descaracterizada, sem aviso, sem cone, num local totalmente
escuro, apenas o carro desligado e homens usando camisa preta da civil”,
descreve.
“Felipe foi abordado primeiro e
Douglas/Ramon, que vinham atrás, ficaram assustados com esta outra blitz, algo
que para eles acreditavam ser praticamente impossível de acontecer. Acreditavam
que fossem assaltantes. Aceleraram a moto na direção de Almino Afonso e os
policiais teriam efetuado dois disparos, derrubando Douglas e o adolescente na
ribanceira da pista”.
Douglas foi baleado nas costas e
morreu no local, perto de um poste. Já o adolescente foi alvejado na mão e foi
socorrido para o Hospital Regional de Pau dos Ferros.
A PM foi para o local, que fez o isolamento. O corpo de Douglas foi removido para exames na sede da polícia Técnica, em Pau dos Ferros. A Secretaria Estadual de Segurança e Defesa Social ainda não se pronunciou a respeito do caso. Quem vai investigar.
Em Lucrécia e Almino Afonso, o clima é de revolta, tenso, com o caso. Dizem, inclusive, que qualquer cidadão que passasse pelo local poderia ocorrer o mesmo. “Haverá protestos, pedindo por justiça”, garante um dos amigos da vítima. MH
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