👆🏽O orçamento era “secreto”, agora virou acareação.
Flávio Dino mandou a Polícia Federal colocar Arthur Lira e José Rocha frente a frente para ver quem sustenta a própria versão sem cola, sem planilha escondida e sem assessor cochichando.
Tradução do juridiquês para o português claro: alguém está mentindo ou, no mínimo, “lembrando seletivamente”.
O roteiro todo mundo conhece: emendas sem autoria clara, listas que circulam por fora, prioridades misteriosamente coincidentes com certos redutos eleitorais, execução acelerada quando convém e amnésia coletiva quando a luz acende. Durante anos funcionou como relógio suíço, até o STF puxar o fio e a meia começar a desmanchar.
A acareação é aquele momento incômodo em que o “não fui eu” encontra o “foi sim” na mesma sala, sob ata, com delegado anotando. Não condena ninguém, mas costuma separar quem tem história consistente de quem só tinha um bom álibi político.
O mais irônico? O orçamento secreto sempre foi vendido como eficiência, governabilidade, pragmatismo. No fim, revelou-se o velho clássico brasileiro: poder sem assinatura e dinheiro sem dono. Agora, cada um que assuma a própria caligrafia.
Spoiler: quando o segredo acaba, a coragem costuma faltar.
Nossa.
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