Os documentos do Epstein divulgados recentemente pelas autoridades dos Estados Unidos voltaram a colocar o nome do presidente americano Donald Trump no centro das atenções. Os arquivos, tornados públicos pelo Departamento de Justiça, citam o republicano centenas de vezes e reacendem o debate sobre a rede de crimes atribuída ao financista Jeffrey Epstein.
Os registros fazem parte de um
conjunto com mais de 180 mil documentos, incluindo relatórios, e-mails,
fotografias e registros de denúncias recebidas pelo FBI ao longo de décadas.
Conforme as autoridades, o material reúne informações brutas, sem que todas as
alegações tenham sido comprovadas.
Trump aparece de forma recorrente
em listas internas do FBI que catalogam denúncias feitas por telefone. Entre
esses registros, consta uma acusação antiga envolvendo um suposto abuso contra
uma adolescente. No entanto, não há provas que sustentem a alegação, e o
presidente sempre negou qualquer envolvimento com crimes sexuais relacionados a
Epstein.
Documentos reacendem
debate internacional
Os documentos também
reforçam a dimensão internacional do caso. Jeffrey Epstein morreu em 2019,
dentro de uma prisão em Nova York, enquanto aguardava julgamento sob acusação
de comandar uma rede de exploração sexual de menores. Sua morte encerrou o
processo judicial, mas não as investigações paralelas.
Além de Trump, os arquivos
mencionam outras figuras influentes. O fundador da Microsoft, Bill Gates,
aparece em e-mails que levantam suspeitas sobre sua conduta pessoal. O
empresário negou as acusações e afirmou que as informações são falsas e sem
fundamento.
Outro nome citado é o do
bilionário Elon Musk. Segundo os documentos, ele teria recebido convites para
viagens associadas a Epstein. Por outro lado, Musk declarou que recusou
qualquer aproximação e não manteve vínculos com o financista.
Na Europa, o material divulgado
também trouxe repercussões políticas. Parte das imagens publicadas mostra o
ex-príncipe Andrew, irmão do rei Charles III, em situações consideradas
comprometedoras. Como resultado, ele perdeu títulos e funções oficiais no ano
passado, após escândalos ligados ao caso.
Diante das novas revelações, o
primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que o ex-príncipe deve
prestar depoimento às autoridades norte-americanas. Assim, o caso Epstein volta
a ganhar força no cenário internacional, ampliando a pressão por responsabilização
e transparência.
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