Pretinha, a cadelinha que vivia
com o Cão Orelha na Praia Brava, em Florianópolis, morreu, na noite de
segunda-feira (9). Ela estava internada desde o fim de janeiro e foi vítima de
falência renal. Com informações da coluna de Fábia Oliveira, do Metrópoles.
O estado de saúde dela foi
agravado por conta de complicações causadas pela dirofilariose, doença mais
conhecida como verme do coração. A informação foi confirmada, através de uma
carta aberta, pelo empresário Bruno Ducatti, que estava cuidando da cadelinha.
“Gostaria imensamente de poder
trazer boas notícias sobre a Pretinha, cadela comunitária e fiel companheira do
Orelha, da Praia Brava que vinha recebendo tratamento veterinário desde janeiro
deste ano. Infelizmente, não é o caso”, começou ele.
Mais detalhes
Na postagem, ele falou sobre o
caso: “É com profundo pesar e o coração despedaçado que comunico que, em 09 de
fevereiro, às 20:30, em Florianópolis (SC), Pretinha faleceu em decorrência de
falência renal, agravada por complicações causadas pela dirofilariose, apesar
de todos os esforços médicos empregados para salvá-la”, contou.
E relatou: “Após os atos brutais
que vitimaram o Orelha, Pretinha foi retirada das ruas e acolhida. Foi somente
então que se revelou a gravidade real de seu estado de saúde — um quadro
silencioso, avançado e cruel, como o de tantos animais invisíveis neste país“,
disparou, antes de completar:
“Foram utilizados todos os
recursos possíveis: internação intensiva, exames complexos, medicações de alto
custo e acompanhamento contínuo. Ainda assim, a medicina encontrou seus
limites. Não houve omissão, descaso ou abandono. Houve luta até o fim”, garantiu.
A história dos cachorrinhos
Logo depois, Bruno Ducatti
recordou o caso do Cão Orelha: “Pretinha e Orelha deixaram uma marca que
ultrapassa a Praia Brava. Suas histórias expõem o que funciona quando há
cuidado comunitário — e o que falha quando o poder público e a sociedade se
omitem”, analisou.
O empresário, então, desabafou:
“Não escondo minha profunda frustração e tristeza por não ter conseguido
salvá-la. Estive em viagem internacional, mas investi toda a minha energia,
recursos e envolvimento emocional nessa tentativa. Resta-me a certeza de que
Pretinha não agonizou sozinha na rua”, lamentou.
Pedido de Justiça
Em seguida, ele falou sobre
punições: “Reafirmo, de forma clara, meu desejo de Justiça no caso do Orelha e
em todos os episódios de maus-tratos. A punição precisa ser severa e exemplar.
A impunidade alimenta a crueldade”, opinou.
E comentou: “É urgente enfrentar
o abandono animal. Animais comunitários não são “sem dono” — são animais sem
políticas públicas eficazes. Castração é saúde pública, prevenção e
responsabilidade”, pontuou.
Bruno Ducatti encerrou com uma
declaração: “Por fim, deixo um apelo: amor sem responsabilidade também mata.
Tratamento veterinário preventivo não é luxo. ‘O modo como uma nação trata seus
animais é uma medida de sua civilização’ — David Strauss. Descanse em paz,
minha Rainha. Abraça o Orelha por todos nós. Nos veremos algum dia”, encerrou.
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