Uma ex-assessora do senador
e pré-candidato
à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi denunciada
nesta quinta-feira (19) sob acusação de participar da lavagem de dinheiro do
filho, o miliciano Adriano da Nóbrega, morto em 2020 em uma operação policial
na Bahia.
Adriano
da Nóbrega integrava o grupo miliciano Escritório do Crime. Ele foi
homenageado por Flávio Bolsonaro, na Alerj, com uma moção de louvor, pelos
serviços quando Nóbrega era policial militar.
De acordo com a denúncia,
Raimunda Veras Magalhães, ex-assessora de Flávio no período em que ele era
deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), integrou
uma rede criminosa de pessoas e empresas usada para “receber, movimentar e
ocultar valores oriundos do jogo do bicho”.
De acordo com o Ministério
Público, Adriano controlava pontos de jogo do bicho em Copacabana, em
associação com o bicheiro Bernardo Bello. A investigação apontou que quatro
empresas suspeitas movimentaram R$ 8,5 milhões.
“Entre os empreendimentos de
fachada constam um depósito de bebida, um bar e um restaurante. Os
investigadores se depararam com um quiosque de serviços de sobrancelha
localizado em um shopping na zona norte, cuja conta registrou, em seis meses,
aproximadamente R$ 2 milhões em créditos”, afirma o MP-RJ.
A denúncia aponta, entre outras,
uma movimentação financeira atípica em uma pizzaria, entre os anos de 2014 e
2019. Entre as transferências está também uma empresa de estética, um dos focos
da investigação. De acordo com a denúncia, os estabelecimentos receberam
depósitos de pessoas que faziam a lavagem de dinheiro do miliciano.
Raimunda trabalhou como assessora
de Flávio entre abril de 2016 e novembro de 2018. Ela foi uma das denunciadas
pelo MP-RJ no esquema de “rachadinha” no gabinete de Flávio, no período em que
ele esteve na Alerj. O caso foi arquivado em 2021, após a anulação das provas
pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF).
O Ministério Público também
apresentou denúncia contra a viúva do miliciano, Julia Lotuffo, e o deputado
federal Juninho do Pneu (União Brasil-RJ). A Promotoria afirma que ele adquiriu
bens de Adriano após sua morte avaliados em R$ 3,5 milhões, negociados com
Julia. A acusação afirma que Juninho e Julia tinham ciência da origem ilegal do
imóvel e da irregularidade da transação.
Registe-se aqui com seu e-mail

.png)
.gif)

ConversãoConversão EmoticonEmoticon