Durante sessão plenária na
Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), nesta terça-feira (31), o
deputado Francisco do PT manifestou repúdio às declarações do senador Styvenson
Valentim, que, em sua avaliação, foram "infelizes, injustas, desqualificadas
e agressivas" contra a Polícia Militar do Estado. O parlamentar, que é
Líder do Governo na Casa, expressou solidariedade à corporação, defendendo o
trabalho dos agentes de segurança pública.
Francisco criticou a postura do
senador, que é oriundo dos quadros da Polícia Militar e, segundo o deputado,
utilizou a instituição como "trampolim político" para se eleger.
"Agora cospe no prato onde comeu", afirmou o deputado, referindo-se
aos comentários de Styvenson durante a solenidade de inauguração da reforma de
uma escola em Parelhas. Na ocasião, o senador teria afirmado que poderia
"estar sendo coronel da polícia", mas que "coronel não faz
nada", complementando que "capitão também não faz", insinuando
que apenas ele, como capitão, trabalhava.
O deputado enfatizou que a fala
do senador configura um "desrespeito" com os agentes de segurança
pública potiguares, que, "dão duro e muitas vezes colocam em risco a sua
própria vida todos os dias". Francisco ressaltou o papel da Polícia
Militar para que o Rio Grande do Norte se tornasse um dos estados mais seguros
do país e o mais seguro do Nordeste, saindo das últimas posições nos índices de
violência. Ele também mencionou que o senador, um ex-oficial aposentado da PM
com 15 anos de serviço, teria buscado na Justiça receber salários integrais.
Em seu pronunciamento, Francisco
ainda questionou a autodenominada postura "antissistema" do senador,
que é "aliado incondicional do presidente do Senado, foi membro da Mesa
Diretora do Senado e utiliza-se das emendas parlamentares que fazem parte do
sistema e do arcabouço legislativo do nosso país". O deputado lamentou
que, em busca de votos e engajamento nas redes sociais, "alguém se
proponha a fazer uma fala tão agressiva e tão desrespeitosa contra a sua
própria instituição de origem", e criticou o que chamou de "passar
pano" para a declaração, por ter sido proferida por um senador da extrema
direita e bolsonarista, contrastando com a repercussão que teria se a crítica
viesse de um político de esquerda.
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