O ministro Alexandre de Moraes
autorizou, nesta terça (24), a concessão de prisão domiciliar humanitária ao
ex-presidente Jair Bolsonaro.
A prisão domiciliar foi
autorizada de forma temporária, por 90 dias, para a recuperação de uma
broncopneumonia. Prazo terá início a partir da alta hospitalar do
ex-presidente.
Após esse período, Moraes vai
reanalisar os requisitos para a permanência ou não da prisão domiciliar.
Moraes atendeu à manifestação da
Procuradoria-Geral da República (PGR), que se posicionou a favor da
flexibilização de regime em razão do quadro de saúde do ex-presidente.
O ex-mandatário está internado
num hospital em Brasília, onde se recupera de complicações de saúde surgidas na
prisão no Complexo Penitenciário da Papuda.
Confira as principais regras
impostas pela Justiça:
- Uso de tornozeleira eletrônica: O
ex-presidente será monitorado em tempo real pelo Centro Integrado de
Monitoramento (CIME). A instalação do equipamento é condição imediata para
o início do regime domiciliar.
- Relatórios médicos semanais: A defesa e
a equipe de saúde de Bolsonaro deverão enviar ao STF, a cada sete dias, um
relatório detalhado sobre sua condição clínica e a evolução do tratamento.
- Restrição de deslocamento: Bolsonaro
deve permanecer em sua residência, saindo apenas para atendimentos médicos
de emergência ou consultas previamente autorizadas, sob pena de revogação
do benefício.
- Segurança Pessoal: O ministro autorizou
a retomada das funções dos seguranças a que Bolsonaro tem direito como
ex-presidente. No entanto, a defesa tem 24 horas para enviar ao STF a
lista com os nomes e dados de todos os agentes para cadastramento oficial.
- Incomunicabilidade: Está proibido o uso
de aparelhos celulares, telefones ou qualquer outro meio de comunicação
externa, seja de forma direta ou por meio de terceiros.
- Manifestações: Está proibido o acesso e
a permanência de quaisquer acampamentos, manifestações ou aglomerações em
um raio de 1 km do endereço residencial do ex-presidente.
- Descumprimento: A decisão é clara ao
determinar que qualquer violação das regras resultará no cancelamento
imediato da prisão domiciliar e no retorno ao regime fechado ou, se o
quadro de saúde exigir, para um hospital penitenciário.
Moraes atendeu a um pedido feito pela defesa do ex-presidente. A decisão favorável ao pleito dos advogados acontece após outras ordens rejeitando pedidos similares desde novembro do ano passado.
Detalhe: O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou nesta terça-feira (24) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não receba visitas durante o período em que estiver em prisão domiciliar, com exceção de familiares diretos, advogados e médicos. Segundo a decisão, a medida busca evitar risco de sepse e outras infecções durante o tratamento de saúde.
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