Uma cena para lá de incomum
chamou a atenção de quem passava por um cinema nesta semana. Em uma tentativa
de aproveitar uma promoção que oferecia pipoca gratuita para quem chegasse ao
local com um item “fúnebre”, uma mulher decidiu levar um caixão de verdade para
o saguão do estabelecimento.
O que parecia ser apenas uma
brincadeira ou um desafio entre amigos acabou ganhando contornos de realidade
quando ela estacionou o objeto logo na entrada da bilheteria. A ação foi
motivada por uma campanha publicitária do cinema que, ao que tudo indica, buscava
justamente chamar a atenção do público de uma maneira agressiva e bem-humorada.
A mulher, que não teve a
identidade revelada, não se intimidou com os olhares curiosos e nem com o
espanto dos funcionários. Com a determinação de quem não queria perder a oferta
de jeito nenhum, ela seguiu o roteiro até garantir o seu balde de pipoca.
A repercussão da estratégia
nas redes sociais
Não demorou muito para que fotos
e vídeos da situação começassem a circular pela internet. Como é de se esperar,
a reação das pessoas foi dividida: enquanto alguns acharam a atitude genial e
digna de aplausos pela ousadia, outros consideraram o comportamento de extremo
mau gosto ou até desrespeitoso com o ambiente público.
A verdade é que esse tipo de
comportamento é cada vez mais comum em tempos de redes sociais, onde a busca
pelo engajamento faz com que pessoas realizem feitos cada vez mais arriscados
ou bizarros. Para a mulher, o saldo foi positivo: a pipoca foi garantida e o
assunto virou pauta em diversos portais de notícias.
Para quem trabalha na área de
marketing, a ação é um prato cheio. Afinal, um cinema lotado, gente comentando
e a marca sendo citada em todos os lugares é o sonho de qualquer empresa, mesmo
que o custo dessa publicidade tenha sido o susto de alguns frequentadores mais
conservadores.
Os limites do entretenimento e
do marketing
A questão que fica no ar é até
onde as marcas devem ir para criar promoções virais. Campanhas que incentivam
comportamentos extremos podem ser uma faca de dois gumes, já que a linha entre
o entretenimento criativo e a perturbação do sossego público é bastante tênue.
Nesse caso específico, o cinema
parece ter atingido o objetivo de gerar burburinho. O entretenimento, por
natureza, busca o inusitado e o espetáculo. No entanto, é necessário sempre
avaliar se a exposição dos clientes ou dos funcionários não coloca em risco a
imagem do próprio estabelecimento ou a segurança de quem circula pelo local.
O lado bem-humorado da
situação
Apesar da polêmica, é impossível
negar que o episódio traz um tom cômico para o cotidiano. Ver alguém levando um
caixão para um lugar destinado ao lazer e à descontração, como é o cinema, é
algo que poucas vezes veremos na vida.
No fim das contas, a mulher que
protagonizou o momento acabou se tornando a estrela do dia. Seja pela vontade
de comer pipoca de graça ou pelo simples desejo de aparecer, ela conseguiu o
que queria. O cinema, por sua vez, provou que basta uma promoção criativa — e
um pouco de coragem por parte do público — para transformar uma simples tarde
de filme em um evento inesquecível.
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