O senador Flávio
Bolsonaro (PL-RJ) pediu pressão diplomática para que as eleições de 2026
no Brasil tenham "valores de origem americana". A fala
foi em discurso em um evento conservador realizado no Texas, estado dos Estados Unidos.
"Apliquem pressão
diplomática para que nossas instituições funcionem adequadamente. Em vez da
administração Biden interferir em nossas eleições para instalar um socialista
que odeia a América, aplicar pressão diplomática por eleições livres e justas
baseadas em valores de origem americana —essa é uma boa mudança de política
externa para a região, não é?", disse.
Dirigindo-se diretamente ao
público americano, o senador pediu que os Estados Unidos e o “mundo livre”
acompanhem de perto o processo eleitoral brasileiro, observem a liberdade de
expressão nas redes sociais e pressionem institucionalmente para garantir eleições
“livres e justas”.
Ao abrir o pronunciamento, Flávio
buscou estabelecer paralelos entre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL),
seu pai, e o presidente norte-americano, Donald Trump.
Disse que seu pai estaria preso e condenado a 27 anos por motivação política,
em um processo que classificou como “lawfare”.
O senador também afirmou que Jair
Bolsonaro lutou contra o que chamou de "tirania da Covid", sem
detalhar a que se referia. Desde 2020, mais de 700 mil pessoas por Covid 19 no Brasil,
a grande maioria durante a pandemia da doença.
Flávio relembrou a relação entre
Jair Bolsonaro e Trump e afirmou que o ex-presidente brasileiro foi o aliado
internacional mais leal do republicano.
Também acusou a administração do
ex-presidente dos EUA Joe
Biden de interferir nas eleições de 2022, citando um suposto
financiamento, não comprovado, por meio da UNAID, agência
humanitária norte-americana fechada por Trump, e apoio indireto ao
retorno do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva (PT) ao poder.
O senador afirmou que o futuro do
hemisfério ocidental passa pelo Brasil por conta do tamanho do território,
população, peso econômico e, sobretudo, das reservas de minerais críticos, como
terras raras, fundamentais para a indústria tecnológica e militar.
Também criticou a revogação da
concessão de visto de Darren Beattie, assessor de Trump para temas relacionados
ao Brasil, que iria visitar o país para participar de um evento e pediu para
visitar Bolsonaro, o que não constava da programação informada ao governo
brasileiro para obter o visto.
"Algo sem precedentes em
nossa história. Tudo porque o Dr. Beattie pediu para visitar meu pai na prisão
e avaliar suas condições. Sim, o Brasil agora está expulsando diplomatas
americanos", disse Flávio Bolsonaro.
Flávio afirmou que Lula atuou
para evitar que facções criminosas brasileiras fossem classificadas como
organizações terroristas.
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