Uma semana após a
primeira e bombástica revelação sobre o submundo da QS 3, em Taguatinga Sul,
a reportagem da coluna retornou ao cenário da luxúria. O objetivo era claro:
conferir se a exposição havia esfriado os ânimos ou se a avidez por uma
“rapidinha” no breu ao fundo de um atacadista era mais forte que o medo do
flagrante.
No entanto, o cenário encontrado
foi uma noite que teima em arder, na qual o jogo perigoso apenas tempera o
desejo. Por volta da 1h, quando o point já fervilhava e a fila de veículos
se estendia como uma serpente metálica no acostamento, um elemento diferente
cortou a fluidez da sacanagem.
O giroflex desligado por alguns
momentos não impediu que a silhueta inconfundível de uma viatura da Polícia
Militar do Distrito Federal (PMDF) surgisse na retaguarda dos surubeiros.
O zíper que se fecha no susto
A viatura passou vagarosamente,
como um predador observando seu território. O feixe de luz da
lanterna tática varreu o interior dos carros estacionados, devassando a
intimidade da fila da perdição. O efeito foi instantâneo: um homem que mantinha
a porta do motorista aberta, entregue ao prazer, assustou-se com a claridade
invasiva.
Em um movimento reflexo de
sobrevivência, fechou o zíper, recolheu o corpo para dentro do carro e
bateu a porta. Não houve abordagem, apenas a presença intimidadora que
arrefeceu temporariamente a surubada a céu aberto.
Mas o desejo na QS 3 tem memória
curta para o medo. Assim que a patrulha zarpou e as luzes traseiras da viatura
sumiram na curva, a distopia sacana ganhou contornos cinematográficos. Foi
então que uma Hilux branca, impecável, manobrou com precisão para se espremer
na fila da safadeza
O sobretudo que escondia o fogo
Quem desembarcou do veículo
deixou os veteranos do local em estado de choque. Uma mulher, cuja
presença desafiava a hegemonia masculina na escuridão, desceu do carro usando
apenas um sobretudo entreaberto. Pela fenda do tecido, o contraste era
absoluto: seios bem torneados e nudez total sob o casaco enfrentavam a
incredulidade da macharada.
A conversa foi curta, mas a ação
foi digna de um roteiro proibido. Sem se fazer de rogada, ela se esticou sobre
o capô da caminhonete, oferecendo-se ao asfalto e ao destino. Todas as imagens
foram registradas pela equipe de reportagem do Metrópoles como
capítulos de um seriado apimentado.
Um homem aleatório, que já
rondava a Hilux como um lobo, não perdeu a oportunidade. Engatou por
trás com uma selvageria que parecia vingar o tempo perdido durante a ronda
policial. O sexo foi vigoroso, ruidoso e cru, transformando o capô
branco em um altar de prazer profano
A sacanagem é de todos
O clímax da cena só foi
interrompido quando mais um carro, buscando seu lugar na fila, jogou o feixe de
luz alto sobre a traseira da Hilux. O clarão denunciou o óbvio para quem ainda
tinha dúvidas: a “fila do bumbum guloso” não serve apenas aos desejos masculinos.
A sacanagem ali é democrática,
fluida e faminta. Ignora gêneros e faz pouco caso das leis, quando o que está
em jogo é o espasmo final sob o céu nebuloso de Taguatinga.
A noite na QS 3 provou, mais uma
vez, que o proibido não se apaga com exposição midiática ou rondas policiais.
Ele apenas se reinventa, em novas formas, cores e intensidades.
Sexo em público é crime
Segundo a Polícia Civil do DF, os
homens flagrados “se divertindo” no meio da rua ferem o Código Penal
Brasileiro, já que praticar sexo em público é crime. Enquadram-se no artigo
233, que dispõe sobre a prática de ato obsceno.
A pena prevista varia de 3 meses
a 1 ano de prisão ou multa. O crime é registrado como contravenção penal.
Veja vídeo:
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