O Supremo Tribunal Federal (STF)
tem placar de 6 a 2 para derrubar a decisão do ministro André Mendonça que determinou a
prorrogação dos trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do
INSS. Os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Nunes
Marques, Dias Toffoli e Cármen Lúcia votaram contra a manutenção da decisão,
que permite a ampliação dos trabalhos por mais 60 dias. Luiz Fux acompanhou o
relator.
Mendonça abriu a sessão com a
leitura de seu voto e, logo no ínicio, questionou: “O que vai acontecer se não
prorrogarmos essa CPI do INSS?”. E seguiu: “Um caso que envolve roubo de
bilhões de reais dos mais vulneráveis da nossa sociedade, órfãos com suas mães;
avós que cuidam dos seus filhos e dos seus netos não vão ter a resposta, ao
menos do Congresso Nacional”.
Depois dele, votaram os outros
seis ministros, que consideraram a extensão do prazo como inconstitucional.
Houve forte discussão no plenário quando Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes
chamaram os atos da CPMI de “criminosos”.
O STF julga, nesta quinta-feira
(26/3), o referendo da decisão de Mendonça. Inicialmente, a discussão estava
prevista para ocorrer em sessão virtual da Segunda Turma, que começaria somente
em 3 de abril. No entanto, houve mudança de entendimento e o caso é analisado
no plenário físico.
Assim, os dez ministros da Corte
votam acerca da decisão que prorroga os trabalhos de investigação das fraudes
contra aposentados e pensionistas do INSS.
O mandado de segurança foi
apresentado pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG) e pelos deputados federais
Alfredo Gaspar (União-AL) e Marcel Van Hattem (Novo-RS).
Eles alegaram que a Mesa Diretora
do Congresso se omitiu ao não processar o pedido de extensão dos trabalhos por
mais 120 dias, protocolado em 19 de dezembro de 2025. Sem a prorrogação, a CPMI
deveria encerrar os trabalhos em 28 de março.
Resultado final: O placar contra o maior prazo para os parlamentares foi de 8 a 2. Votaram contra a ampliação os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Nunes Marques, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Luiz Edson Fachin. Somente Mendonça e Luiz Fux opinaram por manter a ampliação dos trabalhos por mais 60 dias.
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