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* [VÍDEO] Dono de pizzaria e defesa se pronunciam após morte e mais de 100 atendimentos; polícia investiga caso.

Após a morte de uma cliente e o registro de mais de 100 atendimentos médicos relacionados a um possível surto alimentar, o proprietário da pizzaria La Favorita, na Paraíba, e sua defesa vieram a público para comentar o caso, em vídeo publicado nas redes sociais na terça-feira (17). A pizzaria foi interditada por órgãos de fiscalização, enquanto a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar responsabilidades.

A vítima foi identificada como Raíssa Meritein Bezerra e Silva, de 44 anos. Engenheira agrônoma e servidora pública, ela foi descrita por familiares como uma pessoa “alegre, simples e acolhedora”. Raíssa passou mal após consumir uma pizza no estabelecimento, no domingo (15), e não resistiu. O namorado dela também precisou de atendimento médico, mas não teve complicações graves.

Em vídeo, o dono da pizzaria, Marcos Antônio, afirmou estar abalado com a situação e prestou solidariedade à família da vítima e às demais pessoas afetadas.

Segundo ele, o episódio foi inesperado e provocou uma mudança brusca em sua rotina. Marcos disse que se afastou temporariamente das redes sociais para compreender o que havia ocorrido e se preparar para se manifestar publicamente.

O empresário destacou que atua há cerca de seis anos no ramo de alimentação e que nunca havia enfrentado situação semelhante. Ele afirmou ainda que sempre buscou oferecer produtos de qualidade e uma boa experiência aos clientes.

Marcos também informou que procurou espontaneamente a Vigilância Sanitária para que fosse realizada uma inspeção no local e disse estar colaborando com as investigações, fornecendo amostras e informações às autoridades.

“Estou fazendo o possível para entender o que aconteceu”, afirmou. Ele ressaltou ainda que não teria qualquer intenção de prejudicar clientes e que construiu o negócio com esforço ao longo dos anos.

Defesa pede cautela e aguardo de perícia

A advogada Raquel Dantas também se pronunciou e reforçou a necessidade de cautela na análise do caso. Ela afirmou que, até o momento, não há conclusões definitivas sobre a causa dos sintomas apresentados pelos clientes.

De acordo com a defesa, a inspeção inicial da Vigilância Sanitária não identificou, naquele momento, alimentos vencidos ou estragados que indicassem contaminação direta. Ainda assim, materiais como carnes e molhos foram recolhidos para análise pericial.

Raquel Dantas explicou que a interdição do estabelecimento ocorreu por questões sanitárias estruturais, como irregularidades em instalações e ausência de revestimentos adequados em áreas internas.

A advogada também mencionou que um alto número de atendimentos por sintomas como vômito e diarreia foi registrado na cidade, levantando a hipótese de que alguns casos possam estar relacionados a uma possível virose — possibilidade que, segundo ela, ainda precisa ser investigada.

Fiscalização apontou irregularidades

Apesar da versão apresentada pela defesa, inspeções realizadas posteriormente pela Agência Estadual de Vigilância Sanitária da Paraíba identificaram problemas mais graves no local, incluindo presença de pragas, insetos e alimentos mal acondicionados.

A Vigilância Sanitária Municipal também determinou a interdição da pizzaria. Portal da 98 FM.

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