O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco
Master, assinou um termo de confidencialidade junto à Procuradoria-Geral da
República que abre caminho para uma delação premiada. A pedido da defesa, ele
foi transferido ontem à noite para a Superintendência da Polícia Federal e
passou a considerar a delação.
As negociações para a delação
devem correr sob sigilo a pedido da defesa do banqueiro. Ontem, inclusive, ela
solicitou que a decisão de sua transferência não fosse divulgada, segundo nota
enviada pelo próprio Supremo Tribunal Federal (STF).
Na semana passada, depois que a
Segunda Turma do Supremo formou maioria para manter a prisão, Vorcaro contratou
um advogado experiente em delações premiadas. Pessoas próximas a Vorcaro
garantem que ele tem muito a dizer.
Delação premiada vai revelar
nomes de autoridades
O novo representante de Vorcaro
já havia se reunido com o ministro André Mendonça, relator do inquérito do
Master no STF, para discutir a possibilidade da delação. O advogado José Luis
Oliveira Lima tratou sobre a possibilidade em linhas gerais e tem dito que o
acordo de colaboração premiada não está definido. Ainda há divisão na
defesa do ex-dono do Master sobre a possibilidade de delatar e o quanto isso
pode de fato beneficiar o banqueiro.
A expectativa em Brasília é que
Vorcaro não poupe autoridades na eventual delação, incluindo possíveis
parlamentares e integrantes do Judiciário. Para o presidente da CPMI do INSS, o
senador Carlos Viana (Podemos-MG), apenas uma “delação completa” interessa.
“A defesa pode até tentar fazer
uma seleção de informações, mas não vai ser aceito. Delação tem que ser
completa. E eu espero que ele fale, que revele quem eram todos os contatos no
Congresso, no Supremo, onde for, para que a gente possa combater essa corrupção
no Brasil”, disse Viana. SBT News
Registe-se aqui com seu e-mail

.png)
.gif)

ConversãoConversão EmoticonEmoticon