O adicional de periculosidade
para motociclistas com carteira assinada passou a valer nesta sexta-feira (3)
em todo o país. A medida foi estabelecida por portaria do Ministério do
Trabalho e Emprego e garante um acréscimo de 30% sobre o salário-base dos
trabalhadores que utilizam motocicleta de forma habitual em vias públicas.
De acordo com a nova regra, o
benefício se aplica a profissionais celetistas que dependem da motocicleta para
exercer suas funções. Além disso, a legislação detalha critérios específicos
para caracterizar a atividade como perigosa. Dessa forma, o objetivo é
padronizar a concessão do adicional e reduzir dúvidas jurídicas.
No entanto, a portaria também
estabelece exceções. Por exemplo, não terão direito ao adicional trabalhadores
que utilizam a moto apenas no trajeto entre casa e trabalho. Da mesma forma,
ficam de fora aqueles que utilizam o veículo de forma eventual ou em áreas
privadas.
Adicional de periculosidade
amplia direitos
O adicional de periculosidade
impacta diretamente a remuneração dos trabalhadores. Segundo especialistas, o
valor extra não se limita ao salário mensal. Além disso, ele influencia o
cálculo de férias, 13º salário, FGTS, horas extras e até indenizações rescisórias.
Conforme explica a advogada Juliana
Mendonça, o pagamento do benefício também eleva os custos das empresas. Por
outro lado, a medida fortalece a proteção ao trabalhador que enfrenta riscos
diários no trânsito.
Além disso, a portaria determina
que laudos técnicos de periculosidade devem ficar disponíveis para consulta.
Assim, trabalhadores, sindicatos e auditores fiscais poderão verificar as
condições de trabalho. Como resultado, a transparência tende a aumentar no
ambiente corporativo.
Empresas que descumprirem a regra
podem sofrer penalidades. Entre elas, estão multas e ações trabalhistas. Além
disso, a legislação prevê o pagamento retroativo das diferenças salariais dos
últimos cinco anos, com juros e correção monetária.
Segundo o governo, a nova
regulamentação resulta de diálogo entre empregadores, trabalhadores e o poder
público. Em suma, o objetivo é garantir segurança jurídica e reduzir conflitos
na Justiça do Trabalho.
Registe-se aqui com seu e-mail
.png)
.gif)

ConversãoConversão EmoticonEmoticon