Em entrevista à Rádio Difusora de
Mossoró, a deputada suplente Carla Dickson protagonizou um novo momento de
desgaste político ao analisar a desunião do eleitorado religioso. Ao comentar
as dificuldades de representatividade da Assembleia de Deus, Dickson afirmou
textualmente que “o povo evangélico não é tão inteligente como o povo que já
está nesse meio político há muito tempo”, justificando que a falta de
pragmatismo do segmento impede a formação de alianças estratégicas necessárias
para a vitória. A declaração, que soou pejorativa para muitos fiéis, amplia sua
distância de uma base que já se mostra fragmentada pelo lançamento de múltiplas
candidaturas competitivas dentro da mesma denominação.
O deslize estratégico de Carla
abre um flanco valioso para adversários como Gonçalves, que se posiciona como
um evangélico ativo e defensor ferrenho dos valores do segmento, sem os ruídos
de comunicação que têm marcado a trajetória da deputada. Enquanto Dickson tenta
minimizar as críticas e o rótulo de “candidata fraca” recorrendo a
justificativas espirituais, a realidade prática mostra um isolamento crescente.
Ao fabricar o próprio desgaste com falas que subestimam a capacidade política
de seus correligionários, ela arrisca ver sua cadeira no Legislativo escapar
novamente, cedendo espaço para lideranças que demonstram maior sintonia e
respeito ao eleitorado cristão.
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