Paulo Henrique Costa, preso na manhã desta quinta-feira (16/4) por suspeita
de receber propina do Banco Master, era o presidente do Banco de Brasília (BRB)
quando a instituição financeira concedeu polêmico financiamento ao
senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Flávio comprou uma mansão no Lago
Sul, área nobilíssima de Brasília, no valor de R$ 5,9 milhões, dos quais R$
3,1 milhões foram obtidos por meio de empréstimo junto ao BRB, em 2021, com 360
parcelas.
O caso foi parar na Justiça do Distrito Federal após a deputada Erika Kokay (PT) apontar que a renda de Flávio e da esposa era inferior ao valor exigido para obtenção do financiamento milionário. O casal recebia R$ 36,9 mil, mas a renda deveria ser de pelo menos R$ 46,8 mil, segundo simulador do próprio BRB.
Enquanto o processo tramitava, o senador acabou quitando o empréstimo, em apenas três anos. Em julho de 2025, a 1ª Vara Cível de Brasília entendeu que o empréstimo ocorreu “conforme prática comercial regular”.
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