Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) identificou ao menos sete irregularidades na obra de engorda da Praia de Ponta Negra, em Natal, financiada com recursos federais repassados pela Defesa Civil. O problema mais grave é a perda significativa da areia depositada na faixa próxima ao Morro do Careca, tragada pelo mar em menos de um ano após a conclusão dos serviços, com indícios de que o material sedimentar veio de uma jazida não autorizada pelo órgão ambiental. A auditoria também apontou estudos técnicos frágeis, licenciamento conduzido de forma a limitar a atuação do Idema e uma licitação estruturada com exigências que restringiram a competição entre empresas. Além disso, o TCU questiona o próprio enquadramento da obra como emergencial para viabilizar o repasse pela Defesa Civil, quando se trata, na avaliação do tribunal, de uma intervenção estrutural de grande porte.
Um aditivo contratual aprovado durante a execução adicionou despesas que a auditoria classifica como irregulares, por envolverem material de jazida não autorizada e por terem sido firmadas sem aprovação do governo federal. O TCU entende que esses valores não podem ser cobertos com recursos da União, o que significa que a conta pode acabar ficando com o município de Natal. O relatório final ainda será submetido ao ministro relator Antônio Anastasia, mas os achados preliminares já revelam um quadro de má gestão que exige explicações da Prefeitura.
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