Por indicação da senadora Zenaide
Maia (PSD-RN), a professora potiguar Celina Guimarães Viana, pioneira da
participação feminina na política brasileira, foi celebrada in memoriam na
edição 2026 do Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz, concedido pelo Senado Federal
a personalidades que se destacam na defesa dos direitos das mulheres e das
questões de gênero no Brasil.
Neta de Celina, a professora e
atleta Gina Viana Lapertosa recebeu a homenagem das mãos da parlamentar
norte-rio-grandense em sessão especial no plenário do Senado, nesta terça-feira
(31), na qual outras mulheres foram agraciadas com a comenda legislativa.
“Celina foi a primeira mulher a
votar legalmente no país e na América Latina e representa uma das lideranças
femininas de grande reconhecida contribuição ao país. Professora primária,
lutou pela ampliação dos direitos políticos das mulheres em meio à mobilização
sufragista pelos direitos políticos. Precisamos que o Parlamento nacional
valorize e promova essa memória histórica para fortalecer a presença feminina
nos espaços de decisão na vida pública”, frisou Zenaide.
No final da década de 20, a
Justiça eleitoral do Rio Grande do Norte, onde havia uma articulação forte da
Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, fundada por Bertha Lutz, abriu
uma brecha para o alistamento de mulheres. Foi a professora Celina Guimarães,
nascida em Mossoró, a primeira mulher brasileira a votar: esse fato histórico
ocorreu em 1928, numa eleição complementar para a vaga de senador.
Representando a família da
homenageada, Gina agradeceu a condecoração recebida e visitou, com Zenaide, a
Ala Celina Guimarães, espaço localizado na Câmara dos Deputados e que reúne
fotografias de todas as deputadas federais brasileiras desde 1934.
“A gente precisa desse
empoderamento, precisa ocupar o nosso espaço, e a gente tem direito a isso. Lá
atrás, essas mulheres que lutaram, que foram atras dos seus direitos, abriram
essas portas. Eu estou aqui representando, impactado a com a História toda. A
senadora Zenaide foi e continua sendo uma lutadora, como minha avó Celina foi.
Essa união faz a gente cada vez mais estar onde a gente quer estar, com todo
respeito e dignidade, sabendo que fazemos a diferença. A representatividade
feminina muda muitas coisas”, assinalou Gina.
Participação política
Ainda no seu pronunciamento
(confira a íntegra abaixo), Zenaide reforçou o apelo para as mulheres
participarem da política. Ela lembrou que a presença feminina em cargos
eletivos ainda é minoria, mesmo sendo as mulheres mais de metade da população
brasileira.
“É na política que direitos são
conquistados ou retirados. É na política que se define o orçamento para
políticas públicas de proteção às mulheres. É na política que se decide quando
nos aposentamos, que salário ganhamos, quantas horas trabalhamos”, destacou a
senadora.
A solenidade
O Diploma Bertha Lutz premia
anualmente mulheres e homens que tenham oferecido contribuição relevante à
defesa dos direitos da mulher e às questões de gênero no Brasil, em qualquer
área de atuação. A edição de 2026 da premiação contou com 15 agraciados, entre
eles a atriz Laura Cardoso e a cantora Lia de Itamaracá.
A bióloga e advogada paulista
Bertha Maria Julia Lutz foi uma das figuras mais significativas do feminismo e
da educação no Brasil do século 20. Aprovada em um concurso público para o
cargo de pesquisadora e professora do Museu Nacional no ano de 1919, tornou-se
a segunda brasileira a fazer parte do serviço público no Brasil. Também fundou
a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF).
Uma das principais bandeiras
levantadas por Bertha Lutz era garantir às mulheres os seus direitos políticos.
Em 1934, ela foi eleita suplente de deputado federal. Em 1936, assumiu o
mandato de deputada. Bertha Lutz morreu em 1976, no Rio de Janeiro.
Confira, a seguir, o
pronunciamento de Zenaide na cerimônia de entrega da comenda Bertha Lutz a
Celina Guimarães CLICANDO
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