Em pronunciamentos na tribuna da Casa, a parlamentar, que é médica do serviço público com carreira em universidade federal, defendeu a importância da vacinação em massa para a redução de mortes e internações. No mesmo sentido, ela cobrou financiamento constante tanto para o Sistema Único de Saúde (SUS), quanto para políticas públicas permanentes de prevenção e enfrentamento a calamidades e a emergências sanitárias.
No Brasil, a pandemia provocou a morte de mais de 716 mil pessoas, além de ter deixado 149 mil crianças e adolescentes órfãos em 2020 e 2021.
“Criar o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19 é relembrar que mais de 700 mil brasileiras e brasileiros morreram da Covid-19, e muitas mortes seriam evitadas se não fossem as fake news, as mentiras contra as vacinas, que salvam vidas. Durante a pandemia, demonizaram todas as vacinas, e o Brasil, que tinha 100% de cobertura vacinal em pólio, sarampo, varicela, hoje não chega a 70%”, alertou Zenaide.
A parlamentar integrou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, na qual denunciou decisões governamentais negligentes e defendeu a ciência para prevenir contágio e tratar os sintomas do vírus. À época, Zenaide relatou a Medida Provisória 1.083/2022, que assegurou recursos para a continuidade do esforço de imunização contra a Covid. Com seu apoio, o Senado também já inaugurou o Memorial às Vítimas da Covid no Brasil.
“Ninguém neste país vai esquecer o horror real de mais de meio milhão de mortes na pandemia. Lembrar o impacto da Covid é mais do que homenagear vítimas: é promover uma reflexão crítica para que isso nunca mais se repita, é reconhecer as perdas humanas e valorizar a atuação de profissionais de saúde durante a crise sanitária”, ressaltou Zenaide.
Evitar nova tragédia
Ainda conforme a senadora, preservar a memória das vítimas tem caráter simbólico e educativo, mas é gesto que não funciona sozinho e exige planejamento e investimento maciço do poder público para o futuro, sobretudo porque o Parlamento e o governo têm poder de decisão sobre o orçamento público da União – aprovado todo ano no Congresso a partir da peça enviada pelo Executivo.
“Reitero a necessidade fundamental do financiamento constante do SUS, fortalecendo essa assistência gratuita e universal à saúde de todos os brasileiros e brasileiras. Isso é compromisso ético com a vida, com o dever de cuidar do coletivo. Precisamos, de igual modo, trabalhar com planejamento e reforçar condições estruturais de enfrentamento às emergências de saúde”, frisou a senadora.
Ainda de acordo com Zenaide, além de produzir imunizantes em território nacional, é “sempre necessário” dar suporte técnico e orçamentário às políticas públicas de saúde em níveis federal, estadual e municipal.
“A experiência dura nos levou a aprovar a chamada PEC de guerra no Congresso Nacional, para fazer frente à calamidade pública. Faço um apelo aos agentes públicos para estimular os gestores e legisladores a priorizar políticas públicas de saúde”, assinalou a parlamentar.
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