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* AGU defende no STF suspensão da Lei da Dosimetria ligada ao 8 de Janeiro.

A Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu nesta terça-feira (19) a inconstitucionalidade da chamada Lei da Dosimetria, norma aprovada pelo Congresso Nacional que permite a redução das penas de condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Entre os beneficiados pela legislação estaria o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), a AGU também se posicionou pela manutenção da suspensão da aplicação da norma.

O parecer foi solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes, que determinou a suspensão da lei até o julgamento definitivo sobre sua constitucionalidade.

Segundo a AGU, a promulgação da Lei nº 15.402/2026 representa um “retrocesso institucional”.

Órgão cita defesa da democracia

No documento encaminhado ao STF, a AGU afirmou que a Constituição Federal prevê mecanismos rigorosos de proteção à democracia e que a nova legislação enfraqueceria essas garantias.

“A Lei nº 15.402/2026 padece de múltiplas e graves incompatibilidades materiais com a Constituição da República”, afirmou o órgão no parecer.

A manifestação sustenta ainda que os ataques contra as instituições democráticas exigem resposta firme do Estado diante da gravidade das condutas praticadas.

Congresso derrubou veto de Lula

A controvérsia teve início após o Congresso Nacional derrubar, no mês passado, o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei da dosimetria.

Com isso, a norma passou a valer até a suspensão determinada pelo STF.

Ações questionam constitucionalidade

Pelo menos três ações foram apresentadas ao Supremo Tribunal Federal questionando a validade da legislação.

As ações foram protocoladas por:

  • Federação PSOL-Rede;
  • Federação PT, PCdoB e PV;
  • Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

A expectativa é que o caso seja analisado ainda neste mês pelo plenário da Corte.

AGU.

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