O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva voltou a comentar, nesta quinta-feira (21), a polêmica
envolvendo o financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre o
ex-presidente Jair Bolsonaro. Durante evento em Aracruz, no Espírito
Santo, Lula ironizou a relação entre o senador Flávio Bolsonaro e o
banqueiro Daniel Vorcaro ao citar a chamada “Lei Daniel Vorcaro”.
A declaração aconteceu durante a
6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, encontro voltado para grupos de cultura
popular e povos tradicionais. Além disso, o evento voltou ao calendário
nacional após 12 anos.
Lula critica ataques à cultura
Durante o discurso, Lula afirmou
que governos anteriores trataram a cultura com descaso. Além disso, o
presidente relembrou críticas feitas à Lei Rouanet e ao antigo Ministério da
Cultura.
“Todo mundo era muito criticado,
achincalhado. A cultura como um todo. A verdade não falha. Nunca fomos atrás da
Lei Daniel Vorcaro para financiar nenhum artista brasileiro”, declarou.
Em seguida, Lula afirmou que
“ainda vai aparecer muito mais coisa” relacionada ao caso.
Segundo o petista, o período
marcado por “mentiras, ofensas e violência” precisa acabar no Brasil. Além
disso, Lula afirmou que alguns governos evitavam investimentos culturais porque
a cultura “move milhões de neurônios”.
Filme sobre Bolsonaro vira
alvo de debate
A polêmica ganhou força após
reportagens divulgadas pelo site Intercept Brasil apontarem que o banqueiro
Daniel Vorcaro prometeu enviar US$ 24 milhões para financiar o longa-metragem
“Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro.
De acordo com os documentos
divulgados, o grupo responsável pela produção já recebeu cerca de US$ 10,6
milhões entre fevereiro e maio do ano passado.
Sem citar diretamente Flávio
Bolsonaro em alguns momentos do discurso, Lula voltou a ironizar o caso.
“Quem imaginava que aquele menino
que parecia ser a pessoa mais santa da família Bolsonaro tivesse pegando 159
milhões de dólares pra fazer um filme do pai?”, afirmou.
Lula comenta eleições e
inteligência artificial
Durante o evento, Lula também
comentou as eleições de 2026 e evitou confirmar candidatura para um novo
mandato presidencial.
Segundo ele, “não é Lula que tem
que ser candidato”, mas sim a população que deve defender a democracia.
Além disso, o presidente
demonstrou preocupação com o uso da inteligência artificial durante as
eleições. Lula afirmou que a tecnologia pode trazer avanços para áreas como
saúde, educação e engenharia. No entanto, criticou o uso político da IA para
espalhar desinformação.
Presidente cita Trump e
soberania nacional
Outro tema abordado por Lula foi
a soberania nacional. O petista citou declarações do presidente dos Estados
Unidos, Donald Trump, sobre territórios internacionais.
Segundo Lula, o Brasil precisa
fortalecer a proteção territorial e ampliar investimentos em segurança
nacional. Além disso, o presidente destacou a importância das riquezas minerais
brasileiras.
“Depois que Trump disse que a
Groenlândia é dele, que o Canadá é dele e que o Canal do Panamá é dele, quem
garante que ele não vai dizer que a Amazônia é dele?”, questionou.
Por fim, Lula voltou a defender
cooperação internacional no combate ao crime organizado. O presidente afirmou
que já repassou informações aos Estados Unidos sobre o empresário Ricardo
Magro, ligado ao setor de combustíveis.
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