O ex-governador
do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) e o empresário
Ricardo Andrade Magro, dono do Grupo Refit, são alvo da Operação São
Refino, da PF (Polícia Federal), na manhã desta sexta-feira (15). A
força-tarefa ocorre no Rio de Janeiro e em outras duas unidades da Federação.
Os policiais cumprem mandados
de busca e apreensão na casa do ex-governador, em um
condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na zona sudoeste da cidade. Ricardo
também é alvo das investigações, mas atualmente mora nos Estados Unidos. O
grupo comandado por ele é controlador da antiga Refinaria
de Petróleo Manguinhos S.A., no Rio de Janeiro, e considerado o maior
devedora contumaz do país.
A Operação Sem Refino apura
a suposta
atuação de um conglomerado econômico do ramo de combustíveis, suspeito
de usar uma estrutura societária e financeira para ocultação
patrimonial, dissimulação de bens e envio de dinheiro ao exterior.
As equipes cumprem 17
mandados de busca e apreensão, além de sete ordens judiciais para
afastamento da função pública, no Rio de Janeiro, em São Paulo e no
Distrito Federal. Os policiais também investigam possíveis fraudes
fiscais, ocultação patrimonial e inconsistências relacionadas à operação de uma
refinaria vinculada ao grupo.
A operação ocorreu por autorização
do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que
também pediu a inclusão do nome de Ricardo Magro na Lista de Difusão
Vermelha da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal).
Essa relação inclui pessoas com
localização indefinida, para que sejam presas no país em que estiverem. No
entanto, Ricardo Magro mora em Miami, nos Estados Unidos, desde 2016. Até a
mais recente atualização desta reportagem, não havia pedido de extradição
emitido contra o empresário.
O STF ainda determinou o bloqueio
de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão
das atividades econômicas das empresas investigadas.
A operação faz parte dos
trabalhos da PF nas apurações relacionadas à ADPF (Arguição de Descumprimento
de Preceito Fundamenta) nº 635/RJ, conhecida como ADPF
das Favelas. Essa ação judicial envolve a atuação de
organizações criminosas e as conexões delas com agentes públicos no estado do
Rio de Janeiro.
O inquérito que levou à operação
desta manhã estava na primeira instância da Justiça. Porém, o MPRJ (Ministério
Público do Rio de Janeiro) o enviou à PGR (Procuradoria Geral da República),
pois o processo mencionava autoridade com foro privilegiado.
Com a posterior aceitação da
competência pela PGR, os documentos acabaram repassados à PF. A força-tarefa
desta manhã ocorre com apoio técnico da Receita Federal do Brasil.
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