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* Entenda como a decisão dos EUA sobre o PCC e CV pode afetar PIX, bancos e empresas.

Após a decisão dos Estados Unidos em considerar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, especialistas consideram que a decisão afeta o sistema financeiro, aumentando pressão sobre bancos e empresas brasileiras para rastrear a origem do dinheiro, além de evitar a lavagem de recursos do crime organizado.

Os especialistas ouvidos pelo g1 apontam que essas medidas ocorrem pela legislação americana, que amplia os instrumentos de combate no campo financeiro.

Com a nova classificação, instituições financeiras que mantenham qualquer tipo de vínculo — direto ou indireto — com recursos eventualmente relacionados a esses grupos podem passar a ser alvo de maior escrutínio por parte das autoridades americanas.

Diante desse contexto, bancos, fintechs, cooperativas de crédito e empresas de pagamento com operações em dólar ou conexões com o sistema financeiro dos Estados Unidos devem intensificar seus mecanismos de compliance, reforçando procedimentos de identificação de clientes e monitoramento de movimentações financeiras para evitar riscos regulatórios e eventuais sanções.

O sistema PIX também tende a receber atenção redobrada. Por movimentar diariamente bilhões de reais por meio de transferências instantâneas, a ferramenta pode ser submetida a um acompanhamento mais rigoroso por parte de instituições financeiras e órgãos de controle, especialmente em transações que apresentem indícios de irregularidade ou padrões considerados atípicos.

Para o economista Helder Cavalcanti, o ato do presidente Donald Trump não pode ser, ainda, avaliado com profundidade por ter sido aprovado recentemente. Porém, ele aponta que os interesses dos estadunidenses não são voltados à segurança, mas sim a utilizar a medida como um mecanismo de controle financeiro sobre o Brasil. Com isso, um cenário de tensão diplomática poderá surgir entre os países.

“Se o dinheiro vem da Venezuela e vai pro México, ele vai intervir na Venezuela, que eu acho difícil. Ele vai criar uma questão diplomática com o México. Então ele pode até identificar (o movimento criminoso), mas ele vai enfrentar uma questão diplomática. É uma questão de soberania, aí entra nas relações econômicas mesmo, de compra e venda, de comércio”, disse.

PIX é dos brasileiros.

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