O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou
nesta quarta-feira (6/5) que o governo federal prepara uma nova etapa do
programa de renegociação de dívidas, o Novo Desenrola Brasil, focada
em adimplentes e trabalhadores informais.
Segundo o chefe da equipe
econômica, as duas novas linhas de financiamento devem ser anunciadas até o
início de junho. O objetivo da etapa voltada aos adimplentes, ou seja,
aqueles que mantêm os pagamentos em dia, é aliviar os juros elevados que
incidem, por exemplo, sobre parcelas de cartões de crédito.
“Estamos estudando uma segunda
rodada para quem está adimplante e tem juros alto. Seja uma pessoa que é
informal, por exemplo. O informal no país não tem uma renda fixa por mês, um
salário recorrente, uma loja com um histórico de recorrência, de recebimento.
Então, ele tem de ir lá ganhar o seu dia a dia de maneira pontual e errática. E
ele é quem mais toma juros caros no país”, adiantou Durigan.
“Então, nós estamos estudando uma
linha para os informais para ser anunciada no fim de maio, começo de junho”,
completou o ministro em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da Empresa
Brasil de Comunicação (EBC).
Entenda o Novo Desenrola
O Novo Desenrola foi lançado
nessa segunda-feira (4/5) pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O programa
busca reduzir o endividamento recorde da população, com desconto médio de
65% nas dívidas. A iniciativa terá duração de 90 dias e deve promover o
refinanciamento com juros mais baixos, limitados a 1,99% ao mês. As operações
começaram nesta terça-feira (5/5).
A portaria
que regulamenta a operacionalização do programa, porém, foi publicada em
edição extra do Diário Oficial da União (DOU) na tarde de terça-feira, quando a
iniciativa já deveria estar com toda a normatização pronta para operar. Até
aquele momento, os bancos ainda aguardavam detalhes da operacionalização para
atuar nas condições estabelecidas pela Medida Provisória (MP) nº 1.355.
“A gente tem um primeiro momento
agora que o Desenrola para quem é inadimplente e de fato tem uma dificuldade na
vida. Essa pessoa que está inadimplente, dessa primeira leva, ela não tem
crédito, ela não tem cartão de crédito, ela está com o nome negativado. Além de
ter angústia pessoal, que nós não queremos que a pessoa fique com isso, ela não
está conseguindo tomar crédito novo para fazer a sua vida rodar”, disse
Durigan.
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