Morreu neste domingo (17) o
policial civil Felipe Marques Monteiro, copiloto do helicóptero da Polícia
Civil do Rio de Janeiro que foi baleado durante uma grande operação contra o
crime organizado em março de 2025.
A morte foi confirmada
oficialmente pela família nas redes sociais do agente. Em publicação de
despedida, parentes descreveram Felipe como “um guerreiro do início ao fim”.
Felipe estava internado
enfrentando graves complicações de saúde desde o dia em que foi atingido por um
tiro de fuzil na cabeça.
O ataque ocorreu em 20 de março
de 2025, na Vila Aliança, em Bangu, quando a aeronave do Serviço Aeropolicial
da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) dava apoio à Operação Torniquete
— uma ação voltada para desarticular uma quadrilha especializada em roubos de
vans que causou prejuízos milionários.
Durante o sobrevoo, criminosos
abriram fogo contra o helicóptero e o disparo perfurou o crânio do policial.
Socorrido na época em estado
gravíssimo, Felipe passou por uma sequência de neurocirurgias de alta
complexidade e permaneceu meses sob cuidados intensivos em coma. Ele enfrentou
graves comprometimentos na região craniana, passando por procedimentos para tratar
pseudoaneurisma e pela implantação de uma prótese craniana para reconstrução
óssea.
Após nove meses internado, o
policial chegou a receber alta hospitalar em dezembro do ano passado para
iniciar um processo de reabilitação domiciliar. No entanto, nos últimos meses,
o quadro clínico voltou a se agravar severamente.
Segundo relatos de sua esposa,
Felipe desenvolveu uma grave infecção após complicações relacionadas à cirurgia
realizada em abril deste ano. Ele precisou ser internado novamente para a
retirada de hematomas e implantação de dreno cerebral, mas acabou não
resistindo.
Registe-se aqui com seu e-mail
.png)

ConversãoConversão EmoticonEmoticon