O governo do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva (PT) ainda tem esperança de que o diálogo com a
administração de Donald Trump possa resultar na não aplicação das tarifas a
produtos brasileiros. Nessa semana, o Escritório do Representante Comercial dos
Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) concluiu duas investigações
comerciais contra o Brasil e sugeriu novas taxas ao país. Com informações
do Metrópoles.
Embora as medidas tenham causado
desconforto no governo Lula, interlocutores do Palácio do Planalto consultados
pelo Metrópoles ainda veem espaço para negociar com a gestão de Donald Trump e
reverter a taxação.
No curto prazo, o governo
brasileiro espera que uma conversa do ministro Mauro Vieira com Jamieson Greer,
chefe do USTR possa abrir caminhos para essa negociação. Há a expectativa ainda
que conversas nas próximas semanas possa impedir que a taxas sejam efetivamente
aplicadas.
Nessa semana, o USTR concluiu
duas investigações contra o Brasil. Na primeira, o órgão prevê 25% de taxas a
produtos brasileiros por práticas comerciais desleais; e a segunda, propõe
12,5% de taxas por uso do trabalho forçado na mão de obra brasileira. As
investigações são baseadas na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.
Governo está disposto a
negociar
A gestão petista ainda vê uma
janela para negociação pois as tarifas ainda não foram efetivamente aplicadas.
Por serem uma sugestão do USTR, as taxas ainda devem ser discutidas em
audiências públicas e passar pelo aval de Donald Trump. O governo acredita
ainda que as tarifas não devem ser aplicadas até o dia 15 de junho, prazo que
os EUA deve terminar procedimentos internos para viabilizar as taxas.
Apesar do cenário adverso,
integrantes do governo brasileiro dizem estar abertos a negociações e dispostos
a discutir alternativas, desde que a iniciativa parta dos Estados Unidos. Nos
bastidores, a avaliação é que a Casa Branca ainda não explicitou de forma clara
o que busca, o que impede o Brasil de colocar propostas na mesa sem antes
entender quais são as demandas americanas.
Por outro lado, o governo já
externou que qualquer negociação envolvendo o Pix está fora de negociação.
Há ainda expectativa de que uma pressão de empresários do setor produtivo sobre os Estados Unidos, através de audiências e de interlocutores da Casa Branca, possam levar Donald Trump à mesa de negociação.
Outra possibilidade colocada na mesa trata de um novo encontro entre Lula e Trump. Os dois líderes estarão presentes na Cúpula do G7, que acontece em Paris, na França, no final da próxima semana.
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