A Polícia Federal conseguiu
acessar o celular usado por Cláudio Castro em sua rotina diária, após apreender
três aparelhos na residência do ex-governador. O aparelho principal estava
protegido por senha, que o ex-chefe do Executivo fluminense optou por não
entregar às autoridades. Mesmo assim, a PF desbloqueou o celular e iniciou a
análise do conteúdo armazenado. A informação foi publicada neste domingo (14)
pela coluna de Lauro Jardim.
Dos três telefones recolhidos na
casa de Cláudio Castro, um estava inativo havia anos. Outro tinha apenas dez
dias de uso. Por esse motivo, os investigadores concentraram atenção no
aparelho utilizado no dia a dia.
A análise do material pode ajudar
a esclarecer informações presentes no dispositivo, como registros, comunicações
e dados relacionados à rotina do ex-governador. O conteúdo do celular passa
agora por exame das autoridades responsáveis pelo caso.
Com o desbloqueio, a investigação
avança para uma nova etapa, baseada na verificação do conteúdo encontrado no
celular apreendido.
Ex-governador é alvo de apurações
sobre Ceperj, Refit, Rioprevidência, Banco Master e Fundação Leão XIII. Cláudio
Castro responde a diferentes frentes de investigação e ações judiciais que
apuram suspeitas de corrupção, uso político da máquina pública e favorecimento
empresarial durante sua passagem pelo Palácio Guanabara, de acordo com o Portal G1.
As apurações alcançam episódios
que remontam ao período em que Castro ainda ocupava a vice-governadoria na
gestão de Wilson Witzel e envolvem casos como Fundação Leão XIII, Fundação
Ceperj, Grupo Refit, Rioprevidência e Banco Master.
O conjunto de investigações
coloca sob análise decisões administrativas, contratos, pagamentos,
investimentos públicos e relações com empresários. Em diferentes momentos,
órgãos como Ministério Público do Rio, Tribunal de Contas do Estado, Tribunal
Superior Eleitoral, STF, STJ e PF (Polícia Federal) passaram a atuar sobre os
casos.
Fundação Leão XIII
Uma das primeiras frentes surgiu
a partir da Operação Catarata, que investigou um suposto esquema de corrupção
na Fundação Leão XIII, órgão ligado à assistência social do governo estadual.
De acordo com o Ministério
Público do Rio, o esquema teria provocado prejuízo de até R$ 32 milhões aos
cofres públicos. Em agosto de 2020, 25 pessoas foram denunciadas no caso.
A investigação passou a envolver
diretamente Cláudio Castro após o empresário Marcus Vinícius Azevedo da Silva
fechar acordo de delação premiada. Ele afirmou que Castro, então
vice-governador, participava do esquema.
Marcus Vinícius relatou ao
Ministério Público do Rio que ajudou a financiar a campanha de Castro a
vereador, em 2016. Depois, segundo seu depoimento, ele passou a atuar como
assessor de Castro na Câmara Municipal do Rio.
Em abril de 2023, o ministro Raul
Araújo, do Superior Tribunal de Justiça, autorizou a abertura de investigação
contra Cláudio Castro. Em outubro de 2024, o ministro André Mendonça, do
Supremo Tribunal Federal, determinou o trancamento do inquérito.
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