O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD)
afirmou nesta segunda-feira (15/6) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ),
o principal nome do bolsonarismo para a disputa presidencial de 2026, “perdeu
a condição” de derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Pré-candidato ao Palácio do
Planalto, Caiado tem se apresentado como uma alternativa da direita capaz de
vencer o petista nas próximas eleições.
“Eu posso dizer o que os
números estão mostrando: o Flávio perdeu essa condição de poder ganhar a
eleição do presidente Lula em decorrência de tudo que vem sendo mostrado em
números pelas pesquisas”, afirmou Caiado em entrevista à Jovem Pan News.
Um levantamento
do instituto Nexus, em parceria com o Banco BTG Pactual, divulgado
nesta segunda-feira, mostra o petista à frente nos cenários de primeiro e
segundo turnos da corrida presidencial.
Ainda segundo o ex-governador, as
pesquisas eleitorais apontam que ele aparece em situação competitiva com Lula.
“Eu sou, hoje, a melhor condição
de bater o Lula no 2º turno”, disse. “Não sou eu que estou dizendo, são as
pesquisas: tem pesquisa que eu estou empatado, tem pesquisa que eu estou dentro
da margem de erro e em condições para ter um debate, não tem distanciamento”,
declarou Caiado. Pesquisa Real Time Big Data, divulgada em 1° de junho, mostra
Lula e Caiado numericamente empatado no segundo turno com os dois
marcando 43%.
Questionado sobre a relação de
Flávio com Daniel
Vorcaro, ex-dono do Banco Master, Caiado afirmou que o senador
precisará explicar aos eleitores os episódios envolvendo o banqueiro.
Reportagens apontam que Flávio
negociou com o banqueiro um aporte de R$ 134 milhões para o projeto, dos quais
ao menos R$ 61 milhões teriam sido repassados.
Segundo o ex-governador, cabe ao
senador prestar esclarecimentos ao partido e aos eleitores. Caiado também
associou o episódio ao desempenho de Flávio nas pesquisas.
“Cada um que responda pelos seus
atos, eu respondo pelos meus. Eu tenho autoridade moral para falar. Agora, eu
não vou fazer o pré-julgamento de ninguém, mas a opinião pública já deu nove
pontos de diferença nas pesquisas”, disse.
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