Além de cobrar do Senado a
aprovação de sua Proposta de Emenda Constitucional (PEC 79/2019) que derruba
drasticamente os juros “extorsivos” de mais de 400% praticados por bancos sobre
empréstimos/cartão de crédito/cheque especial; de denunciar que o sistema
financeiro fica com quase metade do Orçamento Geral da União todo ano; e de ter
sido voz única a barrar a aprovação de um projeto de perdão de dívidas que
devolvia aos cofres de grandes empresas pelo menos R$ 20 bilhões em impostos
devidos ao governo, a senadora Zenaide Maia (PSD-RN) enfrentou sozinha, no
Senado, outro “vespeiro” ao atacar privilégios da elite econômica.
Ela entrou com um projeto de lei
(PL 1.115/2021) para derrubar a chamada “MP do Trilhão”, que livrou petroleiras
de pagar impostos ou os reduziu por 25 anos no Brasil, retirando recursos
essenciais para investimento público em áreas como saúde, educação, segurança,
programas sociais e obras de infraestrutura no Rio Grande do Norte e em todo o
país.
As estimativas de perda de
arrecadação dos cofres públicos nacionais com essas isenções eram da ordem de
R$ 1 trilhão de reais apenas nos primeiros dez anos.
“Liberar empresas de pagar uma
série de impostos por 25 anos no Brasil é um acinte! Adivinhem quem está
pagando a conta? Todos os brasileiros, todas as pessoas que teriam saúde,
escola, segurança, rua calçada, remédio, emprego, porque o dinheiro devido como
imposto para custear esses direitos ficou no bolso das petroleiras que
conseguiram este privilégio”, protestou a senadora.
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