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* Sem freios, Kelps aposta no caos para desestabilizar colegas de palanque.

Toda nominata competitiva produz atritos. Faz parte do jogo. O que não é comum é ver um pré-candidato transformar em adversários prioritários justamente aqueles que deveriam ser seus aliados.

É o que vem acontecendo na Federação União Progressista. Desde que ingressou no União Brasil para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, Kelps Lima passou a direcionar sua artilharia contra os deputados federais Robinson Faria, João Maia e Benes Leocádio. Não são adversários de outros partidos. Não estão em palanques opostos. Pelo contrário. Integram a mesma federação e compõem o conjunto de forças políticas que sustenta a pré-candidatura de Allyson Bezerra ao Governo do Estado.

Nas declarações públicas, Kelps tem dito que os três representam uma política que precisa ser superada. Afirma que não são seus amigos, os classifica como retrógrados, antiquados e incompetentes e admite que precisará derrotar pelo menos um deles para conquistar uma cadeira na Câmara Federal.

Do ponto de vista eleitoral, a lógica é compreensível. Todos disputam votos dentro da mesma chapa. O problema surge quando a estratégia de diferenciação passa a produzir desgaste em lideranças que são consideradas peças importantes da construção política da própria federação.

Foi justamente essa preocupação que levou Robinson Faria, João Maia, Benes Leocádio, José Agripino Maia e Allyson Bezerra a discutir o assunto em reunião realizada nesta semana.

Segundo relatos de participantes, Robinson foi além das reclamações sobre os ataques. Cobrou de Allyson uma intervenção direta junto ao aliado. O recado teria sido claro: se o pré-candidato ao governo não conseguir impor limites à escalada das hostilidades, ele passará a cuidar exclusivamente da própria campanha à reeleição, sem maiores preocupações com a chapa majoritária.

A situação cria um constrangimento adicional para Allyson. Kelps não esconde de ninguém que sua presença na aliança está diretamente ligada à relação política construída com o ex-prefeito de Mossoró desde os tempos do Solidariedade. Em outras palavras, os ataques partem justamente de um dos aliados mais próximos do pré-candidato ao governo.

Por isso, a discussão já não gira apenas em torno da disputa por votos para a Câmara dos Deputados. O que está em jogo é a capacidade de Allyson manter coeso um grupo formado por lideranças com interesses eleitorais distintos, mas que dependem umas das outras para chegar competitivas a outubro de 2026. Diógenes Dantas

Bomba.

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