Parlamentar historicamente ligada
à defesa dos direitos dos trabalhadores desde que votou contra as reformas
Trabalhista e da Previdência Social ao chegar ao Congresso Nacional como
deputada federal, a senadora Zenaide Maia (PSD-RN) foi à tribuna do plenário do
Senado, na sessão desta terça-feira (09), defender a aprovação urgente da
proposta que acaba com a jornada de trabalho de seis dias semanais. O fim da
chamada escala 6×1 passou recentemente na Câmara dos Deputados sob forte
pressão popular e começou a tramitar no Senado.
Zenaide defendeu especialmente as
cerca de 11 milhões de mães solo brasileiras que trabalham fora de casa e
mantêm cargas exaustivas de trabalho também em ambiente doméstico, cenário que
inviabilizaria a plena saúde mental com apenas um dia de descanso semanal.
“Eu vou falar aqui em nome de
11,2 milhões de mulheres que são mães solo deste país que têm um dia de folga
por semana para ver seus filhos, que passam 12 horas entre ir e voltar do
trabalho. Não tenho dúvida, gente, de que os filhos, sem a presença do pai ou
da mãe, vão custar muito mais caro ao Estado brasileiro”, assinalou a
parlamentar aos colegas.
Ainda de acordo com a senadora,
os empresários contrários ao projeto acabarão também beneficiados com lucros,
visto que essas potenciais consumidoras terão melhores condições de organizar
as demandas de sua vida pessoal, inclusive conseguindo um tempo mínimo para
comprar produtos necessários.
“Eu queria fazer um apelo aqui,
porque eu sei que os empresários são contra: vocês não vão, senhores, ter menos
lucros, porque essa mãe e esse pai vão ter um dia pelo menos para comprar! Se
essa trabalhadora só tem um dia por semana de descanso, com certeza vai ser
para organizar o mínimo da casa dela com os filhos. Sem falar na saúde mental,
que é algo que a sociedade precisa urgentemente tomar conta. Então, vai ser um
homem ou uma mulher mais descansado, mais fácil de lidar e também cuidando da
sua família”, frisou a parlamentar.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 acaba com a escala 6×1, hoje correspondente a44 horas semanais de trabalho, com seis dias trabalhados e um dia de folga. O texto estabelece a jornada máxima de trabalho de 40 horas semanais, permitindo aos trabalhadores dois dias de descanso para cada cinco dias trabalhados (escala 5×2).
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