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* Allyson Bezerra defende “choque de gestão” e aponta enfrentamento da crise fiscal como prioridade no RN.

O pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra (União Brasil), afirmou de forma categórica que o enfrentamento da grave crise fiscal do Rio Grande do Norte será a primeira e mais urgente providência de sua futura gestão. Em entrevista ao programa Meio Dia TCM, na 95 FM Mossoró, o ex-prefeito defendeu a necessidade imediata de um “choque de gestão” para reorganizar as contas públicas potiguares, destacando que a saída passa por modernização tecnológica, corte rigoroso de desperdícios, formação de um secretariado estritamente técnico e amplo diálogo interinstitucional.

Allyson reforçou que, antes de qualquer coisa, será preciso arrumar e controlar a casa, pois sem finanças equilibradas não há como resolver os problemas da saúde, da segurança ou das estradas, assumindo esse desafio com coragem e sem enrolação.

A fala do pré-candidato toca diretamente na maior ferida do estado hoje, referendada por dados oficiais da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). O Rio Grande do Norte amarga atualmente a nota “C” no Capag, indicador do Governo Federal que mede a Capacidade de Pagamento com base no endividamento, poupança corrente e liquidez, além de liderar o ranking nacional de crescimento de dívida, que saltou impressionantes 35% em apenas um ano ao passar de R$ 7,2 bilhões para R$ 9,7 bilhões. O sufoco financeiro é agravado pelo fato de o RN ter comprometido 56,12% de sua Receita Corrente Líquida com despesas de pessoal no primeiro quadrimestre, estourando o teto da Lei de Responsabilidade Fiscal e atingindo o pior índice do Brasil.

Contra esse cenário de desequilíbrio, Allyson Bezerra apresenta sua própria biografia e o sucesso administrativo em Mossoró como as principais credenciais para assumir o governo estadual. O ex-prefeito relembrou que recebeu o município em situação caótica em janeiro de 2021 e conseguiu reverter as contas até conquistar a nota máxima, a prestigiada Nota "A" no mesmo indicador Capag da STN. Ele pontuou que o povo de Mossoró lembra bem que os servidores não tinham recebido o 13º salário, que havia terceirizados com cinco meses de braços cruzados por falta de pagamento e que a Previdência Municipal acumulava um rombo superior a R$ 230 milhões, mas que sua gestão enfrentou e resolveu os problemas sem ficar de braços cruzados culpando o passado.

O pré-candidato concluiu assegurando que não passará quatro anos olhando pelo retrovisor, procurando culpados ou tentando colocar a sujeira para debaixo do tapete, mas que vai sentar na cadeira para governar, dialogar com a Assembleia Legislativa, com o Tribunal de Justiça e com os órgãos de controle para resolver os problemas do Rio Grande do Norte de forma estritamente técnica.

Allyson…
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