A possibilidade de o senador
Styvenson Valentim (Podemos) indicar a própria irmã, Anne Kelly Valentim, como
uma das suplentes de sua chapa ao Senado provocou críticas e intenso debate nos
meios políticos e nas redes sociais.
O senador confirmou que a
composição da chapa ainda está em análise e afirmou que a irmã está entre os
nomes considerados. Segundo Styvenson, um dos principais critérios para a
escolha dos suplentes será a confiança, já que não descarta disputar o Governo
do Rio Grande do Norte em 2030 e, em caso de eleição, deixar o mandato de
senador para o suplente.
A discussão também resgatou
declarações e posições defendidas pelo próprio parlamentar ao longo da
carreira. Em 2019, Styvenson apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição
para reforçar a vedação ao nepotismo na administração pública e afirmou no Senado
que “não concorda com o nepotismo em momento algum”.
Styvenson foi questionado sobre
uma possível contradição entre a indicação da irmã e o discurso adotado por ele
em 2018, quando se elegeu criticando “oligarquias” e políticos que empregavam
familiares. O senador reconheceu que pensava de maneira diferente naquele
período. “Foi, no passado. Hoje já não é mais”, declarou.
Nas redes sociais e entre
adversários políticos, também voltaram a circular referências a críticas feitas
anteriormente pelo senador envolvendo a situação de sua irmã em relação ao
programa Bolsa Família. Esses episódios passaram a ser lembrados por críticos
que apontam uma mudança de postura com a possibilidade de sua inclusão como
suplente.
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