A Polícia Civil do Rio Grande do
Sul investiga uma mulher suspeita de enviar um cachorro morto dentro de uma
caixa à vereadora Deza Guerreiro (PP), conhecida por sua atuação em defesa da
causa animal, em Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
O caso ocorreu na Câmara
Municipal e ganhou repercussão após a parlamentar abrir a embalagem acreditando
se tratar de um presente. Ao perceber que havia o corpo de um cachorro morto
dentro da caixa, Deza se assustou e interrompeu a gravação que fazia no momento.
Além do animal, a encomenda
continha um bilhete com a frase: “Com carinho para proteger os animais”.
Segundo o delegado Rafael
Sauthier, responsável pelo caso, a mulher suspeita foi identificada, prestou
depoimento e confessou ter enviado a caixa. A motivação, no entanto, não foi
divulgada para não comprometer as investigações.
A Polícia Civil informou ainda
que o motorista de aplicativo responsável pela entrega não tem qualquer ligação
com o crime.
Após o episódio, a vereadora
classificou o ato como uma forma de intimidação.
“O que esse sujeito fez é
terrorismo. Matar um animal e enviar o seu corpo como mensagem?”, publicou nas
redes sociais.
A Câmara Municipal de Novo
Hamburgo emitiu nota de repúdio, informou que acionou a Guarda Municipal e a
Polícia Civil e disponibilizou imagens do sistema de videomonitoramento para
auxiliar na investigação. A Casa também anunciou o reforço dos protocolos de
segurança no prédio.
O corpo do animal foi recolhido para análise, e a Polícia Civil segue investigando as circunstâncias e a motivação do caso.
Confira a nota na íntegra:
“O presidente da Câmara
Municipal de Novo Hamburgo, Juliano Souto (PL), veio a público manifestar seu
mais veemente repúdio ao ato ocorrido nas dependências do Legislativo na manhã
desta segunda-feira, 6, quando foi deixada uma caixa contendo um cachorro morto
e um bilhete endereçado à vereadora Deza Guerreiro (PP) – militante da causa
animal. Todos os vereadores prestaram solidariedade à parlamentar e reforçaram
a gravidade do episódio, que configura um ato de intimidação e violência
inaceitável no ambiente democrático e institucional da Casa do Povo.
Da tribuna, Juliano Souto
destacou que, tão logo tomou conhecimento do fato, a Câmara Municipal acionou a
Guarda Municipal, a Polícia Civil e os setores competentes da instituição,
incluindo as áreas administrativa e jurídica. O material foi imediatamente
encaminhado à autoridade policial para investigação.
O Legislativo hamburguense
também está colaborando com a apuração dos fatos, disponibilizando as imagens
do sistema interno de videomonitoramento e solicitando o acesso às câmeras do
programa Smart NH, com o objetivo de contribuir para a identificação do
responsável.
O presidente reafirma que
todas as medidas de segurança estão sendo reforçadas para garantir a
integridade de vereadores, servidores e cidadãos que frequentam o Legislativo,
incluindo a alteração no funcionamento da recepção da Casa, que já opera com
novos protocolos de controle de acesso. A instituição reforça que não serão
tolerados quaisquer atos de ameaça, intimidação ou violência no ambiente
institucional.
A Câmara Municipal de Novo
Hamburgo confia no trabalho das autoridades competentes e espera a devida
apuração dos fatos, com a identificação e responsabilização dos envolvidos, na
forma da lei. Por fim, Souto salientou que o Legislativo repudia toda e qualquer
tentativa de intimidação contra agentes públicos no exercício de suas funções."
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