Mesmo contida, com o rosto
colocado contra a parede e algemada no interior da 1ª Delegacia de Polícia, na
Asa Sul, a agente socioeducativa do Distrito Federal Camila Peixoto
Martins manteve uma postura descontrolada e agressiva contra a equipe
da Polícia
Militar do Distrito Federal (PMDF) após ser presa embriagada ao se
envolver em um acidente de trânsito, na noite desta quinta-feira (30/7).
A servidora atacou os policiais verbalmente,
tentou impor autoridade e proferiu acusações e ameaças graves. Tomada pela
exaltação, a mulher gritou dentro da unidade policial que os militares não
sabiam com quem estavam falando, lançando ofensas diretas, xingamentos chulos e
afirmando que era melhor falar a verdade do que “levar um tiro na testa”, além
de bradar que era advogada e trabalhava no sistema socioeducativo há 16 anos.
“Corna safada, eu quero me
identificar. Essa corna safada! É melhor falar que você é corna do que levar um
tiro na testa. Dá para o batalhão inteiro. Eu sou advogada e trabalho no
socioeducativo há 16 anos”, gritou a servidora.
A abordagem
A sequência de abusos e violência
teve início nas proximidades do Zoológico de Brasília, quando a servidora
provocou um acidente de trânsito. Logo após a colisão, Camila passou a ofender
e intimidar o outro motorista envolvido, um homem de 37 anos, chegando a entrar
em vias de fato com ele no meio da via pública.
Com a chegada da Polícia Militar
para atender o chamado, a situação se agravou ainda mais. Durante a abordagem,
a agente socioeducativa desferiu socos contra uma policial militar de serviço e
ameaçou os integrantes da equipe afirmando repetidamente que daria um tiro nos
agentes.
Devido ao estado de exaltação, à
agressividade física e ao risco iminente, os policiais precisaram usar a força
moderada para contê-la, encaminhando-a algemada à 1ª DP. A servidora pública
foi presa em flagrante e o caso está sob investigação da Polícia Civil do
Distrito Federal.
Autuada
A ocorrência foi registrada por
embriaguez ao volante, injúria, desacato, ameaça, resistência e lesão corporal
praticada contra agente de segurança pública. Além do processo criminal, a
conduta da servidora deverá ser alvo de apuração administrativa e disciplinar
pelos órgãos competentes.
Laudo preliminar do Instituto
Médico-Legal (UML) concluiu positivamente pelo uso de álcool ou substância de
efeito análogo e também positivamente quanto ao estado de embriaguez.
Outro lado
Em nota, a Secretaria de Justiça
e Cidadania informou que tomou conhecimento da situação e esclareceu que “os
fatos ocorreram fora do horário de expediente”.
“A Pasta acompanha o caso e, caso
sejam identificadas condutas passíveis de medidas correicionais, as
providências cabíveis serão adotadas”, informou ao Metrópoles.
A coluna Na Mira não localizou a defesa de Camila Peixoto. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.
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