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* Não sou bolsonarista e ajudo Lula quando é benéfico para o povo, diz Styvenson.

O senador Styvenson Valentim (Podemos) voltou a afirmar, nesta segunda-feira 20, que não se considera “bolsonarista” e destacou que adota uma atuação independente no Congresso Nacional, inclusive votando a favor de propostas apresentadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quando avalia que as medidas beneficiam a população.

O parlamentar disse que mantém divergências com a esquerda, mas que procura analisar individualmente as matérias submetidas ao Senado.

“Eu não sou bolsonarista, já disse isso várias vezes.”

Na sequência, afirmou que a oposição ao governo federal não o impede de apoiar projetos que considera positivos.

“Ajudo o presidente Lula em votações que eu sei que são benéficas para o povo.”

A declaração foi feita enquanto Styvenson comentava seu apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. O senador potiguar afirmou que apoia o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas cobrou esclarecimentos do candidato sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo ele, a afinidade política não significa concordância automática ou confiança irrestrita.

“Não, eu não mudei, não. Estou esperando ele sair das cordas. Quando ele sair das cordas, mostrar os contratos, mostrar que ele está falando a verdade, quando ele disser tudo isso…”

Styvenson argumentou que o eleitor de centro-direita costuma cobrar explicações de seus representantes.

“O eleitor de centro-direita raciocina, pensa e não aceita muita coisa.”

Escala de trabalho

Ao comentar sua atuação no Senado, Styvenson também abordou o debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1. O parlamentar negou que tenha se manifestado contra ou a favor da proposta e defendeu que o projeto seja discutido antes de ser votado.

“As pessoas dizem que Styvenson é contra a escala 5×2, 6×1. Eu nunca me manifestei em relação a ser contra ou a favor. Agora, o projeto nem discutido foi.”

Segundo ele, o Senado deve analisar o texto de forma independente.

“Quer que venha da Câmara e o Senado apenas carimbe? Não dá.”

Relação com Alcolumbre

Styvenson também associou sua atuação parlamentar à capacidade de manter diálogo com diferentes forças políticas. Integrante da Mesa Diretora do Senado pela segunda vez consecutiva, afirmou que construiu uma relação inicialmente com o ex-presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSB-MG), e depois com o atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP).

“A minha proximidade começou com o Pacheco. Não votei nele anteriormente, votei na segunda. Me aproximei. Política é bom relacionamento.”

Segundo o senador, essa articulação facilita a abertura de espaços em Brasília, a relatoria de projetos e a obtenção de recursos para o Rio Grande do Norte.

Styvenson afirmou que manter diálogo institucional não significa abrir mão de posições políticas.

“Eu tenho um bom relacionamento com o presidente e sou criticado por isso. Quer dizer que eu tenho que ter inimizade, tenho que ter briga com o presidente do Senado? Pelo contrário. Senão, eu não relataria hoje as pautas que estou relatando.”

O senador também ressaltou o papel da Mesa Diretora na definição da pauta do Senado.

“São 513 deputados e apenas 81 senadores. E, na Mesa Diretora, seis senadores. Seis senadores ocupam a Mesa Diretora, que praticamente é quem diz o que vai pautar, o que não vai pautar, até chegar à reunião dos líderes.”

Críticas ao STF

Apesar de defender o diálogo com a direção do Senado, Styvenson afirmou que mantém críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o parlamentar, desde o início do mandato apoiou todos os pedidos de impeachment apresentados contra ministros da Corte.

“Todos. Desde quando eu cheguei ao Senado até aqui, todos muito bem defendidos com o crime de responsabilidade.”

Ele afirmou, porém, que considera mais eficaz estabelecer mandatos para os ministros do STF do que insistir em processos de impeachment.

“A possibilidade de a gente colocar um limite legislativo no STF talvez seja mais eficiente do que um impeachment. Colocar um tempo para que eles permaneçam, porque hoje é muito longo o tempo que eles estão.” Agora RN

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