Um vídeo de reconciliação entre
Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro, publicado em 23 de julho,
guarda nos segundos finais um detalhe que passou despercebido pela maioria: a
reprodução automática de stories exibiu a tela de conversas do WhatsApp de quem
gravava o material.
O print foi postado pelo perfil
Republique, do X. O erro operacional expôs uma lista de contatos que conecta a
assessoria de comunicação de Michelle, a Secretaria de Comunicação do Supremo
Tribunal Federal (Secom-STF) e o núcleo de comunicação do governador de Minas
Gerais, Romeu Zema.
Segundo apuração, o celular
pertenceria a um jornalista, vinculado ao portal Brasil 247. De acordo com
a investigação, as conversas indicariam contato do assessor de Michelle com o
jornalista para oferta de materiais ao site de esquerda, o que sugere um canal
direto entre a assessoria da ex-primeira-dama e a imprensa alinhada ao governo,
além de aproximação com a Secom do STF.
O achado chama atenção por
conectar assessorias que, publicamente, se posicionam em lados opostos do
espectro político. O vídeo em questão fazia parte da sequência de reconciliação
entre Flávio e Michelle, que se arrastou por quase um mês após a ex-primeira-dama
acusar o senador de tê-la "maltratado e humilhado" em junho.
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