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* Rogério Marinho vira alvo de críticas dentro do PL por condução da campanha de Flávio Bolsonaro.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, passou a ser alvo de críticas de integrantes do próprio partido. A insatisfação gira em torno da condução da estratégia eleitoral e da concentração das decisões políticas no núcleo liderado pelo parlamentar potiguar.

Segundo informações do jornal O Globo, uma ala do PL mais distante do grupo responsável pela campanha avalia que Marinho ampliou sua influência sobre praticamente toda a estrutura eleitoral e passou a centralizar as principais definições do projeto presidencial.

As críticas ganharam força após a viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos, onde o senador participou de agendas políticas e se posicionou contra um possível aumento de tarifas sobre produtos brasileiros. Parte dos aliados questionou a comunicação adotada durante a viagem e a falta de maior divulgação das agendas.

Entre os críticos, há uma avaliação de que estaria em curso um movimento para enfraquecer a atuação de Rogério Marinho dentro da campanha. As manifestações também passaram a circular entre dirigentes do PL, parlamentares e integrantes de diferentes grupos da direita.

Integrantes da campanha, porém, negam a existência de uma crise e afirmam que as críticas partiram de pessoas que ficaram fora da estrutura eleitoral e buscam espaço por meio de manifestações públicas.

Um dos principais questionamentos veio do ex-secretário de Comunicação do governo Jair Bolsonaro, Fábio Wajngarten, que afirmou nas redes sociais que “a campanha de Flávio não existe” e sugeriu mudanças na estrutura da equipe.

O influenciador Paulo Figueiredo também criticou a condução da viagem de Flávio aos Estados Unidos e afirmou que a equipe teria perdido uma oportunidade de ampliar a exposição política do senador.

Apesar das críticas, lideranças do PL saíram em defesa de Rogério Marinho. O líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou que a missão do senador é difícil e classificou as críticas como injustas. O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ), também elogiou Marinho e disse que ele é uma das pessoas mais preparadas do partido.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, tem adotado um discurso de unidade diante das divergências internas e afirmou que o principal desafio da direita é manter o grupo unido para a disputa eleitoral.

Saco Preto em apuros seu moço.

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