O sal, um dos principais produtos
da pauta exportadora do Rio Grande do Norte para os Estados Unidos, será
atingido pela aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos
brasileiros. Já o pescado, outro item de destaque na balança comercial, ficou
de fora da lista de produtos taxados. A medida foi confirmada nesta
quarta-feira (15) pelo governo americano após a conclusão de uma investigação
comercial conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR,
na sigla em inglês). A medida entra em vigor na próxima quarta-feira (22).
No setor produtivo potiguar, a
decisão é recebida com preocupação e incerteza diante dos possíveis impactos
sobre as exportações. Roberto Serquiz, presidente da Fiern, lembra que o
primeiro anúncio de tarifaço, em 2025, gerou “incertezas e preocupação em
setores estratégicos da economia potiguar, especialmente a pesca e o sal”.
Airton Torres, presidente do
Sindicato das Indústrias de Extração do Sal do RN, diz que as exportações da
indústria salineira estão sob impasse desde o último anúncio de tarifaço. “Em
que pese ter havido a derrubada desse tarifaço, a incerteza continuou”.
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